Review: LEGO DC Super-Villains

LEGO Super-Villans
LEGO Super-Villans

Apesar de a LEGO já ter lançado este ano um jogo baseado em super-heróis (The Incredibles, da Disney), é Super-Villains que tem todas as nossas atenções.

E não é para menos: este jogo é o principal lançamento da TT Games em 2018, depois de um 2017 muito bem marcado pelo lançamento de Marvel Super Heroes 2, talvez o melhor título do género de sempre.

Também no universo LEGO, Marvel e DC são rivais, mas aqui com uma diferença bem menor em termos de qualidade em relação àquilo que verificamos no cinema.

No grande ecrã as produções da Marvel/Disney estão a anos-luz das mais recentes das da DC – basta ver o flop que foi Justice League, comparando com Avengers Infinity War.

Este jogo da LEGO é uma espécie de Suicide Squad com esteróides e um dos títulos mais radicais e off-limits que a produtora TT Games fez até hoje – e é fácil perceber isso logo na abertura do jogo.

Enquanto outros começam com uma história toda bonita na intro, LEGO DC Super-Villain entra a matar com uma rockalhada épica dos Wolfmother com o tema Joker and The Thief.

LEGO DC Super-Villains

A primeira vez que ouvi isto, tive dúvidas: «Será que o som está mesmo a vir da TV ou é algum vizinho que está a ouvir?». Não, era mesmo a entrada do jogo e a primeira vez que um jogo LEGO da DC ou da Marvel começava desta forma, com um tema de uma banda a sério e com nome no meio.

Mas uma das grandes novidades de LEGO DC Super-Villains é outra: este é também o primeiro título deste género onde podemos criar um super-herói antes de o jogo começar, personagem essa que é determinante para a história do jogo, além de a podermos usar nos diversos níveis.

Podemos escolher uma cabeça, cabelo, roupa, acessórios (como chapéus e máscaras), cores e até dar-lhe um nome. Aliás, esta personagem é um elemento central da história: é com ela que se dá o pontapé de saída – este é mesmo um dos guiões mais complexos e ao mesmo tempo mais bem imaginados pelos autores do jogo.

Tudo começa quando a nossa personagem é capturada pela polícia de Gotham e levada pelo Comissário Gordon para a prisão da Ilha de Stryker, em Metropolis, onde está Lex Luthor e mais uns vilões presos.

LEGO DC Super-Villains

Gordon tenta fazer um acordo com Lex e pede-lhe que olhe por nós, uma vez que somos novos e temos uma habilidade algo perigosa: a de absorver os poderes de outros super-heróis.

Apesar de parecer que os “novos” super-heróis vieram para fazer o bem e acabar com o crime dos vilões, a realidade é outra: neste jogo vai saber bem ser vilão!

É então que tudo se precipita, com Mercy Graves (a guarda-costas de Lex Luthor) a irromper pela prisão para resgatar os vilões, uma missão interceptada pela Liga da Justiça. Entretanto, Joker e Harley Quinn são impedidos por Batman de roubar uma caixa misteriosa do edifício da empresa Wayne Tech.

É quando os vilões todos se reunem que aparece um grupo vindo de um Planeta Terra (Terra-3) paralelo para confundir tudo e trazer algum drama à história.

Com uma história que nos dá um nó no cérebro (no bom sentido), LEGO DC Super-Villains é um dos jogos mais completos quer da série DC, quer da Marvel.

puzzles para resolver, peças mistério para encontrar e deixa de ser preciso reunir os dez clássicos “satélites” LEGO em cada nível: ao contrário disso, temos apenas de apanhar cinco; contudo, há outros objectivos para cumprir, como por exemplo grafitar paredes.

Isto não é tão simples como parece – vai ser preciso mesmo desbloquear muitos heróis para podermos usar as suas habilidades especiais e aceder a determinadas zonas ou destruir/movimentar objectos essenciais para ter os níveis feitos a 100%.
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Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].