Bistrô Olympia: a gastronomia junta-se ao legado cinematográfico num restaurante de cozinha internacional

Dos seus «clássicos com identidade própria», o chef destaca pratos como o Bife Tártaro de Novilho, os Cogumelos à Bulhão Pato e o Linguine Alle Vongole.

©Olympia Lis Hotel
©Olympia Lis Hotel

Chegou a estar previsto ser a “continuação” do Politeama, mas acabou por ter outro destino: o espaço do antigo cinema Olympia é, agora, um hotel com um bistrô.

A antiga zona dourada das artes e da cultura em Lisboa, onde estavam o Eden, o Condes, o Odeon há muito que perdeu esta identidade; agora, nestes espaços, há lojas, restaurantes e, mais recentemente, um novo hotel, muito na linha do que aconteceu com a transformação do Clube Bristol no hotel 1904 Benfica e no Café de São Bento, que fica a poucos metros.

A novidade é o Olympia Lis, que fica no edifício que foi a casa durante quase cem anos do cinema com o mesmo nome e que, à data de fecho, estava muito ligado às famosas ‘sessões contínuas’ de filmes pornográficos. Esta foi, de resto, uma expressão que entrou na cultura popular de Lisboa.

O edifício manteve-se como uma referência arquitectónica e histórica nos Restauradores, chegou a estar cogitado para ser uma “continuação” do trabalho de Felipe La Féria no Politeama, mas acabou por ter o destino de muitos edifícios históricos de Lisboa: um hotel.

©Olympia Lis Hotel
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Contudo, o Olympia Lis garante que presta uma «homenagem às artes cénicas» e ao «legado do cinema», com uma «experiência sensorial marcada pela arte, pela elegância intemporal e pela autenticidade». Esta unidade tem sessenta quartos e uma junior suite; as estadas começam nos duzentos euros/noite.

E, como já é uma tradição em novos hotéis, não pode faltar um restaurante que viva por si: neste caso, é o Bistrô Olympia, com uma carta composta por pratos «clássicos de fusão entre a elegância do Mediterrâneo e a tradição portuguesa». Na cozinha está Bernardo Demoustier, que já passou pelo Palácio do Governador, pelos hotéis Smy e, mais recentemente, pelo Talho, de Kiko Martins.

Dos seus «clássicos com identidade própria», o chef destaca pratos como o Bife Tártaro de Novilho, os Cogumelos à Bulhão Pato, o Linguine Alle Vongole, o Bife Olympia, o Risotto de Alcachofra com Queijo de São Jorge DOP e o Bolo de Chocolate.

©Olympia Lis Hotel
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Já nas bebidas, temos vinhos e espumantes nacionais, além de «champagnes premium». Nos cocktails, surgem opções clássicas como o Pisco Sour e o Old Fashioned, bem como criações de autor: um dos principais é o Último Ato, que combina «rum branco, aguardente de medronho, Licor Beirão, bitters de lima e aroma de alecrim».

O Bistrô Olympia serve almoços entre as 12:30 e as 15 horas, sendo que o serviço de jantar funciona entre as 18:30 e as 22 horas; a sala tem capacidade para cinquenta pessoas e está ainda «prevista uma esplanada». O bar, com doze lugares ao balcão, é mais limitado: funciona apenas entre as 16 e as 18 horas.

Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].