A produtora do Dão anunciou o Vinha do Contador Branco Nobre 2017 e o tinto Vinha do Contador 2015. Mas a grande novidade foi outra.
É de uma vinha de sete hectares em Santar (Viseu), a quatrocentos metros de altitude, rodeada pelas serras da Estrela, Buçaco, Caramulo e Montemuro, que acabam de “saltar” três novos vinhos Paço dos Cunhas.
Dois, são ‘Vinha do Contador’, uma insígnia que Paulo Prior, enólogo da produtora (foi contratado em 2023 à Sogrape) diz ser de «extrema exigência». Estas colheitas, lembra o responsável, não surgem todos os anos: «Apenas chegam ao mercado quando as condições da vinha e da vindima são consideradas ideais. São de excepção e só saem quando realmente se justifica».
As colheitas de 2015 e 2017 são os mais recentes exemplos: do primeiro ano sai o Paço dos Cunhas Vinha do Contador 2015, um tinto produzido a partir de Touriga Nacional, Tinta Roriz (Aragonez) e Alfrocheiro. A produção foi limitada a 2250 garrafas (mais 60 magnum de 1,5 litros, uma estreia nesta referência), com o preço de 140 euros.

Segundo a produtora, este vinho revela-se de «boca ampla e equilibrada, com taninos presentes mas integrados e uma frescura muito marcada». No perfil aromático surgem «notas de bosque e um carácter silvestre»; o teor alcoólico é de 14%.
A fazer par com o tinto, temos o Branco de 2017, que recebeu a distinção ‘Nobre’ da CVR Dão, sinal de que teve uma classificação superior a 90 pontos em três provas consecutivas. «Desde 2000, apenas treze vinhos receberam essa classificação na região — e este é o segundo da casa, depois do branco de 2015», lembrou Paulo Prior.
Neste caso, a produção foi limitada a 4500 garrafas (com um preço a rondar os 100 euros), às quais se juntam 166 garrafas magnum de 1,5 litros (mais uma estreia), uma «resposta da Paço dos Cunhas à procura deste tipo de formato do mercado por vinhos de valor acrescentado». Para este vinho, a ambição é clara, assume o enólogo: «A Vinha do Contador tem de ser uma referência dos vinhos brancos em Portugal».
A apresentação ficou completa com o lançamento do Clos de Santar 2020, um novo tinto que marca a entrada da Paço dos Cunhas numa gama «mais acessível». Com uma produção de 4662 garrafas, vai custar 45 euros e será comercializado em «caixa de madeira com tampa de cartão para uma ou três garrafas».

Apesar do posicionamento de «segunda linha», a produtora faz questão de sublinhar que o Clos de Santar mantém a identidade da casa: «Havia espaço para um vinho como este, mas com a mesma espinha dorsal e carácter do Paço dos Cunhas», explicou Paulo Prior.
Com características idênticas em termos de estágio e castas (Touriga Nacional, Aragonez e Alfrocheiro), a diferença está na regularidade: ao contrário da Vinha do Contador, que apenas surge em «anos excepcionais». A lógica entre as duas gamas foi explicada pelo enólogo: «Em anos de Vinha do Contador, não lançamos Clos de Santar».
Estes três vinhos vão estar disponíveis não só em garrafeiras, mas também em restaurantes e bares.


















