Camara Hiperbárica Animais Lisboa
Camara Hiperbárica Animais Lisboa

Lisboa tem um nova clínica veterinária avançada: já abriu o Centro de Reabilitação e Regeneração Animal

As Colinas do Cruzeiro, em Odivelas, são a casa de uma nova clínica veterinária com procedimentos médicos de reabilitação. O destaque é a presença de uma câmara hiperbárica para animais.

Chama-se Centro de Reabilitação e Regeneração Animal de Lisboa (CRRAL ou CR2AL) e acaba de abrir na zona de Odivelas, mais concretamente nas Colinas do Cruzeiro. Os responsáveis garantem que esta clínica tem novos «meios de diagnóstico, modalidades de reabilitação, medicina regenerativa e banco de células estaminais».

Contudo, o principal recurso do CRRAL será mesmo uma câmara hiperbáriaca, um equipamento que, recentemente, esteve na agenda mediática depois de ter sido usada pelo actor Ângelo Rodrigues para recuperar tecidos musculares, no seguimento de um problema com esteróides anabolizantes.

Câmara hiperbárica submete animais a doses máximas de O2

A câmara hiperbárica tem uma função: «Expor o paciente [neste caso um animal] a 100% de oxigénio durante um determinado período de tempo a uma pressão superior à atmosférica – no mínimo 1,4 atmosferas absolutas», explica o CRRAL. Este tratamento, chamado oxigenoterapia hiperbárica, permite acelerar a recuperação de traumas, feridas e lesões, por exemplo

O equipamento já estava nesta espaço em Odivelas desde o início do Verão, mas só poderia ser usada por animais que fossem reencaminhados de outros veterinários – ou seja, o espaço não estava aberto ao público.

Depois, mais em concreto, entre os outros procedimentos estão os meios analíticos sob forma de «hemogramas, análises bioquímicas, tempos de coagulação e radiologia convencional: ecografia torácica, abdominal e musculoesquelética», explica Ângela Martins, directora técnica e clínica da CRRAL.

Cada animal tem um direito a uma avaliação específica

Na parte de reabilitação, este novo centro de Lisboa está a «electromioestimulação, a magnetoterapia, os ultrassons, a diatermia/radiofrequência e a laserterapia (classe IV e III b)», além de terapias com «ondas de choque extracorporais, hidroterapia, passadeira terrestre e treino locomotor em piso terrestre com suporte de peso».

«A cada animal será realizado um protocolo específico com base na medicina regenerativa, moduladora e reparadora de funcionalidade, para que este se adapte às funções diárias do âmbito familiar», garante Ângela Martins.

O Centro de Reabilitação e Regeneração Animal de Lisboa fica na Rua Mário Moreira, em Odivelas, e conta com uma equipa de quatro veterinários, incluindo a directora.

Ricardo Durand
Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].