Whoosh, as novas trotinetes eléctricas de Lisboa não podem ser estacionadas onde quisermos

As trotinetes Whoosh estão limitadas a 25 km/h e, em «zonas pedestres ou com muita afluência», baixa mesmo para os 20 km/h, como forma de segurança.
©Whoosh
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A Whoosh junta-se à Link, à Bird e à Bolt: é a mais recente plataforma de aluguer de trotinetes eléctricas em Lisboa e tem uma grande limitação.

A febre das trotinetes eléctricas parecia já ter passado, mas o período pós-pandemia está a dar um novo gás a este mercado. Em Lisboa, acaba de ser anunciada mais uma marca, a Whoosh (com dois mil veículos disponíveis), com uma restrição que muitos podem considerar desmotivadora.

Contrariamente ao conceito original das trotinetes eléctricas para viagens last-mile, não podemos terminar uma viagem nas Whoosh onde quisermos. Como esta plataforma obriga a que os veículos sejam estacionados em pontos pré-definidos, vai ser impossível deixar uma trotinete fora de locais de estacionamento, por exemplo.

Link, Bird e Bolt, as concorrentes da Whoosh em Lisboa apenas sugerem que as suas trotinetes sejam deixadas em zonas de estacionamento, pelo que não exigem a que as viagens sejam terminadas num «estacionamento virtual» (um ‘P’, no mapa da app), como lhe chama este novo serviço.

Em termos de preços, uma viagem nas Whoosh chega aos 15 cêntimos/minuto, com um desbloqueio de mais cinquenta cêntimos; a Bolt cobra apenas 17 cêntimos por minuto (sem taxa para desbloquear), a Bird fica a 23 cêntimos mais 1 euro de desbloqueio, tal como a Link, embora aqui a viagem custe 17 cêntimos por minuto.

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©Whoosh | As Whoosh têm de ser obrigatoriamente estacionadas num dos pontos ‘P’ que estão no mapa da app.

Além do pagamento ao minuto, assim como nas outras plataformas, há passes disponíveis na Whoosh, por 1,49 (semanal) ou 3,99 euros (mensal); quem subscrever um destes passes têm ainda direito a um período de teste grátis entre sete e trinta dias, respectivamente. Há ainda um código, LETSRIDE, que dá direito a um desconto.

Estas trotinetes da Whoosh estão limitadas a 25 km/h e, em «zonas pedestres ou com muita afluência», baixa mesmo para os 20 km/h, como forma de segurança. Na primeira vez que alugarmos uma trotinete, somos ainda obrigados a passar por uma «mini-formação sobre as regras de condução, onde serão explicadas as melhores práticas de utilização de uma e-scooter em ambiente urbano».

Ricardo Durand
Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].