Pastelaria Suíça é o mais recente espaço carismático de Lisboa a anunciar o encerramento

Em Lisboa, estabelecimentos ou edifícios emblemáticos tem vindo a fechar para dar lugar a unidades hoteleiras. Desta vez é a Pastelaria Suíça.

Não é certo que assim seja com o quarteirão onde fica a Pastelaria Suíça, mas há pelo menos mais dois exemplos de locais onde isto aconteceu.

No Largo de São Paulo, no Cais do Sodré, o edifício onde ficava a geladaria Davvero ou o restaurante Mez Cais via ter este destino, com estas duas lojas a terem fechado há muito.

Também na Rua do Crucifixo, o histórico restaurante Palmeira encerrou há algum tempo devido à compra do prédio onde estava inserido. É natural que aqui nasça mais um hotel ou apartamentos de luxo.

Outro dos exemplos é o da transformação de um prédio no Chiado num restaurante McDonalds, onde estava a Barbearia Campos, em frente à Brasileira.

Na altura (Março de 2016), a empresária Catarina Portas criticou severamente esta opção, tendo mesmo usado a palavra «nojo» para classificar esta venda de um edifício completo à cadeia de fast-food.

Haveria muito mais exemplos para dar e quase todos os lisboetas sabem uma história deste género, mas o mais recente é mesmo um dos mais surpreendentes dos últimos tempos.

A quase centenária Pastelaria Suíça (que começou por ser Suissa) vai fechar no Rossio, uma vez que todo o quarteirão foi comprado pelo grupo de investimento espanhol Mabel Capital, onde o tenista Rafael Nadal tem uma pequena participação.

Juntamente com a Pastelaria Suíça, mais duas lojas icónicas deste edifício vão fechar portas: a Joalharia Correia e a loja de decoração Ana Salgueiro.

Esta informação já foi confirmada pela Câmara Municipal de Lisboa e pelo próprio proprietário da Pastelaria Suíça, Fernando Roxo.

É importante, contudo, ressalvar que a Suíça só pode fechar, neste contexto, porque os donos decidiram vender o espaço e terminar a actividade de pastelaria/restaurantes. Isto acabou por impedir que a Suíça fosse classificada pela Câmara Municipal de Lisboa como ‘Loja Histórica’.

Contudo, está ainda em cima da mesa o trespasse deste espaço para outro local da cidade. O que ainda não se sabe ao certo é data de fecho deste espaço, mas é provável que isto aconteça até ao final do Verão.

Ricardo Durand
Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].