Há uma nova Luz na Avenida Castilho

Este restaurante, que está sob a alçada do chef Jorge Fernandes, deve o seu nome às enormes paredes de vidro que inundam o espaço de luz natural.

No dia em que acontece a inauguração do Hotel Iberostar Lisboa fizemos uma avaliação do seu restaurante Luz. Mal entramos, somos imediatamente atraídos pelo espaço.

Pela sua amplitude, quer em tempos de dimensão (metros quadrados), quer em tempos de espaço (não há mesas coladas umas às outras), mas também pelo facto de ser totalmente iluminado por luz natural. As enormes paredes envidraçadas assim o permitem.

Luz

Depois temos a decoração: acolhedora e contemporânea, mas, simultaneamente, algo minimalista, para permitir a criação de espaços mais íntimos ou, pelo contrário, juntar grupos de amigos numa única mesa.

A fazer jus ao espaço, a comida destaca-se pela simplicidade aparente e pelo salientar dos ingredientes utilizados. À cozinha internacional junta-se um toque asiático, tendo por base a gastronomia portuguesa, o que faz surgir pratos que prometem deliciar e pôr uma pessoa a salivar.

Um exemplo? O risoto de lavagante com limão confit e crocante de choco. Este é um dos pratos a pedir e repetir. Uma combinação muito interessante (e saborosa) onde se destaca o contraste entre o sabor mais doce do lavagante e o ácido do limão, temperado com ervas aromáticas e espargos frescos.

A base portuguesa nota-se nos principais pratos da casa. É o caso do polvo, cozinhado a baixa temperatura, com chouriço alentejano e migas de batata vitelote; ou do (lombo do) cordeiro sobre esparregado de salsa e polenta frita.

Em qualquer um dos pratos, o que sobressai, além da apresentação, é a utilização de ingredientes fora do comum, seja a batata vitelote, no polvo (que claramente é o ingrediente que faz a diferença e torna o prato espectacular), sejam os enchidos e a polenta no caso do cordeiro. Devo dizer que gostei mais do polvo, quer pela combinação, inusitada, de sabores, quer pela maciez do molusco.

Luz

Curiosamente, e ao contrário do habitual, em que o restaurante tem um(a) pasteleiro dedicado, no Luz o chef Jorge Fernandes também assegura as sobremesas. A escolha recaiu num cremoso de Abade Priscos (desconstruído), mousse de requeijão com gel de abóbora e sorbet de pêra bêbada.

Nenhuma das três sobremesas apresentadas eram muito doce e, apesar de todas elas cumprirem a sua função, a preferência foi para a pêra bêbeda: não é algo que se veja em sorbet e pelo sabor em si. Foi a variedade que mais surpreendeu, pela textura, mas, principalmente, pelo sabor.

A acompanhar, uma carta de vinhos ainda em construção: para já apenas tem vinhos portugueses, mas em breve vai ser ampliada para algumas marcas de vinhos internacionais.

Luz

Feita a refeição, a avaliação é muito positiva. O Luz é um restaurante a visitar e revisitar. A seu favor tem a localização, o espaço, a comida, e a simpatia dos funcionários. Contra tem o facto de ser um restaurante de hotel, sem porta independente. Ou seja, só quem conhecer o restaurante é que lá vai, o que é uma pena.

A finalizar, uma nota para a quadra festiva: o restaurante já anunciou os menus para a consoada e para o réveillon. Se o primeiro, a 80 euros por pessoa, é predominantemente à base de receitas tradicionais portuguesas (mesmo que reinventadas e com uma apresentação mais actual), na passagem de ano, por 175 euros por pessoa, a aposta vai para algo mais exótico: um menu onde se nota, de forma clara, a influência asiática.

Restaurante “Luz” – Hotel IBEROSTAR Lisboa
Localização:
Rua Castilho, nº 64.
Aberto todos os dias da semana
Horário: das 13h00 às 15h00 e das 19h00 às 22h30.
Capacidade: 150 lugares, aproximadamente (entre interior e exterior)

Luz Menu, Reviews, Photos, Location and Info - Zomato

NOTA DE REDACÇÃO: o TRENDY almoçou no restaurante a convite do mesmo.
Adoro viajar, conhecer novas culturas, experimentar gastronomias. Sou viciada em livros e nunca digo que não a uma boa conversa. Basicamente sou apreciadora dos prazeres da vida. Volta e meia uso uns óculos cor-de-rosa.