Quatro anos depois, o Iminente regressa ao formato festival; Allen Halloween, Mind Da Gap e Sam the Kid estão entre os cabeças de cartaz

Dino D’Santiago também está confirmado e vai estrear em palco o novo álbum, ‘Aye’, «gravado ao longo de três anos e marcado por várias viagens ao Brasil».

©Festival Iminente
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Entre 17 e 20 de Setembro, e depois de alguma polémica com a escolha do local, a antiga Escola Afonso Domingues via mesmo receber a nova edição deste festival.

Mais de 1500 dias depois de ter tido a sua última versão no formato de festival, o Iminente está de volta a Marvila (chegou a realizar-se na Matinha), com a edição que assinala os seus dez anos. O regresso será feito na antiga Escola Afonso Domingues, com um programa que reúne mais de cem actuações.

Esta edição (anunciada no final de 2025) esteve, ainda assim, envolta num polémica com a escolha do edifício: aqui, viviam seis pessoas em situação de sem-abrigo, que terão sido inicialmente informadas de que deveriam abandonar o local até 31 de Julho.

A Câmara de Lisboa e o Iminente negaram a existência de um prazo ou de uma ordem de despejo, mas anunciaram uma proposta de alojamento apoiado, em unidades individuais como primeiro passo para a integração no programa Housing First.

©Jaime Goncalves | Escola Afonso Domingues
©Jaime Gonçalves

Segundo a organização, a mudança acabou por ser voluntária, com a salvaguarda de que, se alguém recusasse, poderia permanecer no local, estando o recinto preparado para não ocupar os espaços usados por estas pessoas. O caso foi inicialmente noticiado pelo Lisboa Para Pessoas e a proposta de alojamento foi posteriormente confirmada pela Câmara à agência Lusa.

Sobre o festival, propriamente dito, o cartaz mantém a tradição de juntar artistas emergentes e consagrados, com destaque para alguns regressos aos palcos. Um dos principais será o de Original Kappa, também conhecido como Allen Halloween, que apresenta ‘Noite da Lisa’, uma «viagem pelos momentos mais importantes da sua carreira acompanhada por vários convidados», incluindo uma participação ainda por revelar.

Também os Mind Da Gap voltam aos palcos depois de vários anos de ausência, e Sam The Kid leva ao festival o álbum instrumental de 2002 ‘Beats Vol. 1: Amor’, com a Orquestra e os Orelha Negra. Ouyro nome de peso são os Mão Morta, que vão recuperar um espectáculo apresentado apenas uma vez, em Serralves, com o acordeonista João Barradas e a artista visual Mariana Vilanova.

Dino D’Santiago também está confirmado e vai estrear em palco o novo álbum, ‘Aye’, «gravado ao longo de três anos e marcado por várias viagens ao Brasil». Ajuliacosta e Luedji Luna, que colaboram no disco, apresentam igualmente concertos em nome próprio.

©Iminente | Cartaz 2026
©Iminente

Entre as estreias está ainda o projecto UN!DD, criado para o festival e formado por cinco fundadores de projectos ligados à nova música de matriz cabo-verdiana produzida nos arredores de Lisboa: Acácia Maior, Cachupa Psicadélica, Fidju Kitxora, Prétu e Scúru Fitchadu.

Já os Batida assinalam os dez anos de ‘Modelo Africano’, que foi apresentado na primeira edição do Iminente. O programa da edição de 2026 inclui ainda curadorias de Chelas é o Sítio, Duro de Roer, Príncipe, Versus, Precárias, Planeta Manas, Talentos do Bairro e Kriativu.

Os bilhetes já estão à venda na Ticketline. O passe para os quatro dias custa 70 euros, enquanto o de três dias está disponível por 55; o de fim-de-semana, válido para Sábado e Domingo, tem o preço de 38 euros; os diários custam 20 euros em venda antecipada e 25 euros à porta.