Revolut - Compras de Jogos ©JESHOOTS.COM
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Revolut mostra o que andamos a comprar em isolamento: jogos de computador e consolas sobem 450%

Transportes e restaurantes são dois dos serviços que tiveram as maiores quedas nos gastos. Em sentido contrário estão compras online, sobretudo os jogos. As conclusões são da Revolut.

A pandemia do SARS-CoV-19 está a mudar hábitos de consumo. As compras online têm registado um crescimento acentuado e os pagamentos físicos têm seguido a direcção oposta. Pela Internet, os portugueses têm comprado, sobretudo, jogos, subscrições de serviços de streaming e comida.

Estas conclusões foram partilhadas pela Revolut a partir dos hábitos de consumo que os seus quatrocentos mil utilizadores em Portugal tiveram em Março, em comparação com Fevereiro.

Compras online de jogos, supermercado e de streaming em alta

Os campeões de vendas são os jogos de computador: «Steam (+241%), PlayStation (+136%) e Nintendo (+73%) foram as três marcas que registaram maior subida no número de transacções», diz a Revolut. Acumuladas, estas percentagens representam um aumento de 450%.

Ainda no digital, as subscrições de serviços e a compra de aplicações (ou outros serviços) para smartphones também subiram, em Março: Apple (15%), Google (11%) e Netflix (9%).

Em relação a compras nos hiper e supermercados, há dados que, simultaneamente, apontam para uma subida e uma descida. Enquanto o número de transacções caiu 30% em absoluto, o volume de gastos aumentou 35%; ou seja, houve menos compras, mas os clientes gastaram mais.

Revolut - Pagamento Sem Contacto ©Blake Wisz

TVDE e compras de viagens sofreram (muito) com o isolamento

Os assinantes da Revolut também usaram mais os serviços de entrega de refeições em casa Uber Eats e Glovo. Na Uber houve mais 22% de transacções e um aumento de 30% no valor gasto nas encomendas; na Glovo, os números foram ainda mais expressivos: mais 27% de transacções e mais 51% na despesa.

Sem surpresa, o pagamento de refeições em restaurantes está entre os hábitos que teve uma quebra mais acentuada: menos 50%. O facto de os restaurantes apenas terem sido obrigados a fechar a meio de Março serviu para que esta percentagem não fosse maior.

Além da restauração, os outros sectores em queda também não surpreendem: viagens de avião (-49%) e TVDE (-39%, com a Kapten a ter a maior quebra do mercado, com decréscimos de 61% em transacções e 57% em volume de gastos).

Ricardo Durand
Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].