iPhone 7 chega sexta-feira a Portugal: 5 factos sobre o novo smartphone da Apple

Ame-se ou odeie-se, a Apple é uma das marcas mais carismáticas do Mundo e, ano após, ano, os seus iPhones pulverizam os recordes de vendas, envergonhando a concorrência. Será que a tendência se mantém este ano?

«’Aqui-d’el-rei’ que o novo iPhone não traz a típica entrada jack de 3,5 mm! Meu deus, a Humanidade está condenada! Os pólos da Terra inverteram-se e vamos entrar numa nova era glaciar.»

Este é apenas um dom das grandes marcas a nível mundial: quando fazem uma mudança que vá contra o status quo, há gente que vê logo as profecias da Nostradamus a baterem todas certo. «Vêem, esta centúria mostra claramente a Apple a abandonar o jack de 3,5 mm», dizem os tolos.

Bem, é preciso lembrar, claro, que mesmo sem o jack de 3,5 mm a Terra continua a girar, os smartphones dos rivais vão continuar a explodir e o Talisca vai continuar a mostrar que o empréstimo do Benfica ao Besiktas foi um grande erro.

Ok, é verdade: o novo iPhone 7 não é o rei nas inovações, pois além dos óbvios updates à câmara, ao ecrã, à autonomia e aos processadores, estas contam-se pelos dedos de uma mão.

Entre elas está a certificação IP67 total, o que torna o iPhone 7 à prova de água e poeiras; também neste lote podemos incluir um novo botão Home que é apenas sensível ao toque (com capacidades de vibração, graças à presença da Taptic Engine), e que deixa de ser mecânico, como nos seus antecessores.

O design mantém-se inalterado em relação ao 6 e ao 6S, mas na traseira desaparecem as horríveis linhas horizontais do topo e da base que separavam as antenas do chassis. Ainda podemos falar no aparecimento de um novo acabamento, o Jet Black, que dá ao iPhone um corpo todo polido, como se fosse todo feito de vidro.

No iPhone 7 Plus, a grande novidade está na fotografia: existem duas câmaras, uma normal e outra cocom zoom óptico de 2x. Em conjunto, estes dois sensores conseguem fazer algumas maravilhas, pelo menos a ver pelas imagens que já foram mostradas.

Mas ainda é cedo para falar da qualidade das mesmas, uma vez que o modo de fotografia diferenciador deste conjunto óptico só vai ficar disponível em Outubro, através de uma actualização de software: o modo Retrato, que desfoca o fundo e destaca a pessoa fotografada de forma automática.

E depois, claro, voltando à questão do princípio, temos o ‘jackgate’. Isto chegou a um ponto tão ridículo que vimos um texto no blogue da Fnac, escrito por um suposto ‘Expert’ onde no título se podia ler «iPhone7: À prova de água, nova câmara e sem headphones».

O melhor mesmo é ler os nossos 5 factos (verdadeiros) sobre o iPhone e concluir por si mesmo se vale a pena ou não fazer a mudança.

1 – Vai poder usar phones antigos com o iPhone 7

iphone jack
É verdade, vai mesmo ser possível usar os seus queridos auscultadores com jack de 3,5 mm. A razão é simples: dentro da caixa do iPhone e completamente grátis vem um adaptador para os poder usar à vontade e sem perdas de qualidade. É estúpido e erróneo dizer que o novo iPhone não permite usar auscultadores antigos.


2 – Não vou conseguir ouvir música enquanto carrego o iPhone 7

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A sério que isto é assim tão importante e comum na sua vida? Quantas vezes é que já se sentiu na necessidade de fazer isto? É mais um não-problema posto a circular para causar o pânico. Se, mesmo assim, isto é um problema para si, há, pelo menos três opções a considerar:

1 – Há já cinco anos que a Apple tem uma dock para colocar o iPhone e que, na parte de trás tem uma saída jack de 3,5 mm: custa 38 euros na loja portuguesa Amazonite.
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2 – Compre um adaptador que lhe dá duas saídas Lightning ou uma Lightning e uma jack de 3,5 mm. Ainda há pouca oferta, mas em breve não vão faltar soluções.
belkin cabo

3 – Usar auscultadores Bluetooth.
Acha msmo que isto é uma necessidade criada com o iPhone 7? É preciso lembrar que já há auscultadores Bluetooth há venda há pelos menos uns dez anos, por isso não estamos a falar de nenhuma tecnologia que nasceu no mês passado. Estes da Sony, os DR-BT21G, foram lançados em 2007, e, no meu caso, funcionam perfeitamente.
sony-drbt21g


3 – Vamos perder os novos AirPods

airpods
Há pessoas que só não perdem a cabeça porque está agarrada ao corpo. Todos nós já perdemos muita coisa ao longo da vida: chaves, dinheiro, carteira e, principalmente, oportunidades de ficarmos calados. Para os profetas da desgraça, esta é uma delas.

Mais uma vez, os AirPods não são os únicos dispositivos do género no mercado – pequenos auscultadores sem fios e que ficam apenas agarrados dentro das orelhas. Os Earin já estão no mercado há um ano, assim como os Rowkin.

O problema só se levantou porque a Apple tem a força mediática de que mais nenhuma empresa se pode gabar actualmente. Por exemplo, há um mês a Samsung lançou os Gear IconX, ainda mais pequenos, e não houve a histeria que se viu com os AirPods.
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E se tivermos em conta que os phones da Samsung custam 229 euros (contra os 179 euros dos da Apple), mais ainda há razão para se ter calma antes de escrever asneiras nos sites da especialidade.


4 – Finalmente: apagar as apps da Apple que não interessam…

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… nem ao menino Jesus. Stocks, Find my Friends, News, Reminders, Tips, Videos são daquelas que não devem escapa a uma varridela. Há apps bem melhores que estas na App Store e, mesmo que não haja, algumas são perfeitamente inúteis para a maioria dos utilizadores.

Isto é possível com a actualização do iOS para a versão 10 que já vem de origem no iPhone 7. Contudo, utilizadores dos iPhones 5 aos 6S (e de grande parte dos iPad) também podem apagar estas apps, assim que fizerem o upgrade, já disponível em Portugal.


5 – E preços? Quanto é que me vai custar um iPhone?

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Na loja online da Apple, os preços começam nos 779 euros: este é o valor de um iPhone 7 de 32 GB. A versão Jet Black, como só está disponível com 128 e 256 vai custar 889 e 999, respectivamente. Estes serão também os preços dos restantes modelos 7.

Os modelos Plus é, claro, o mais caro – apenas um modelo fica abaixo dos mil euros. Aqui fica a lista completa dos preços praticados pela loja online da Apple:

iPhone 7 Plus Jet Black 128 GB: 1029 euros
iPhone 7 Plus Jet Black 256 GB: 1139 euros
iPhone 7 Plus (restantes cores) 32 GB: 919 euros
iPhone 7 Plus (restantes cores) 128 GB: 1029 euros
iPhone 7 Plus (restantes cores) 256 GB: 1139 euros
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Na Fnac os preços são muito semelhantes, mas acrescem 99 cêntimos em cada um deles. E, infelizmente, não há o típico desconto de 5% que poderia reverter alguns euros para os detentores de cartão desta loja.
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Na GMS Store os preços estão todos em consonância com os preços praticados na loja online da Apple, não fosse esta uma Apple Premium Reseller: começa tudo nos 779 euros (iPhone 7 de 32 GB) e acaba nos 1139, para a versão de 256 GB do iPhone Plus.
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E nas operadoras, que negócios temos à nossa espera? Como se sabe, há dezenas de planos pré-pagos que fazem baixar muito o valor do iPhone 7. Numa passagem pelas lojas de Vodafone, Meo e Nos, vimos apenas os valores-base para os novos modelos da Apple.

Na Vodafone os novos modelos já se encontram esgotados, mas havia um desconto de dez euros sobre os preços praticados pela Apple. Ainda assim, havia mais 90 cêntimos em “cima” de cada preço (por exemplo, um iPhone 7 de 32 GB custa 779 euros na loja da Apple e 769,90 na Vodafone).
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Na Meo, situação idêntica com o desconto de 10 euros e o acrescento de 99 cêntimos ao preço, tal como na Fnac.

Numa página dedicada por inteiro à compra do iPhone 7, a operadora diz-nos ainda que o mesmo é vendido desbloqueado, com 15 GB de dados móveis. A Meo mostra ainda que o iPhone 7 e o 7 Plus podem ser comprados com uma prestação de 20,27 e 21,17 euros por mês, respectivamente.
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Finalmente, a Nos. A operadora do Grupo Sonae segue as suas “rivais” nos preços do iPhone 7: dez euros de desconto (mais o típico acréscimo de 99 cêntimos), mas com uma situação algo estranha: no site não aparece para compra o iPhone 7 Plus e, mesmo o iPhone 7, só está disponível em quatro versões: preto mate de 32 GB, branco de 32 GB, preto mate de 128 GB e preto mate de 256 GB.
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Em jeito de conclusão, o que podemos dizer desde que foi anunciado o iPhone 7? Houve muitos problemas levantados que não tiveram razão de ser e muita asneira escrita em órgãos de comunicação. Estes, que deveriam ser de referência, resolveram desinformar em vez de informar correctamente os leitores.

Resultado: ataques e correcções feitas nas caixas de comentários de pessoas que não se deixaram enganar pelo que vinha escrito pelos supostos “especialistas” em tecnologia. É claro que o TRENDY não está acima de qualquer outro meio on-line, mas uma coisa garantimos: nestes cinco factos não há incorrecções sobre o novo iPhone 7, apesar de haver opinião.

Opinião honesta e com sentido crítico, precisamente aquilo que achamos que faz cada vez mais falta em artigos nacionais, que são muitas vezes papagueados de sites internacionais. Desta forma, é mais complicado ter uma análise cuidada e ter uma verificação de factos da parte de quem escreve, para oferecer bom conteúdo a um público cada vez mais informado e que dificilmente se deixa enganar.


Veja o vídeo no canal de YouTube do TRENDY.


Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].