Os projectos seleccionados para a 19.ª edição do ‘Try Better, Fail Better’ serão apresentados ao público em Lisboa nos dias 26 e 27 de Setembro, após um período de residência artística.
O Teatro da Garagem revelou os quatro projectos escolhidos para integrar a 19.ª edição do ‘Try Better, Fail Better’, uma iniciativa dedicada à criação emergente que, desde 2008, tem «valorizado a experimentação artística e os processos de pesquisa».
Os escolhidos foram ‘dis-far-ce’, de Mariana Magalhães, um projecto «multidisciplinar» que se «inspira no trabalho da fotógrafa Cindy Sherman para explorar a tensão entre reconhecimento e desconstrução de narrativas culturais»; ‘Desafinada no Coração’, uma performance de Miriam Freitas que cruza «palhaçaria contemporânea, teatro físico e experimentação vocal para explorar o desvio, a falha e a vulnerabilidade como matéria poética».
Seguem-se ‘Maria D. Não Sobe Montanhas’, de Gustavo Antunes, uma «peça-poema em quadros» que «parte de um exercício de autoficção para abordar o luto, a perda e a capacidade de reinvenção, inspirada na figura da mãe do criador»; e ‘Paradoxo Molotof’, de Bárbara Gomes, Joana Resende, Mariana Sardinha e Zé Alves, um peça criada a partir de ‘Alice no País das Maravilhas‘ que «constrói uma reflexão sobre a crise da imaginação e da narração no mundo contemporâneo».
Estas obras entram em residência artística durante Setembro e serão apresentadas ao público, no Teatro Taborda, nos dias 26 e 27 deste mês, em Lisboa (os bilhetes custam 16,05 euros). Segundo a organização, os projectos «representam diferentes abordagens criativas, cruzando teatro, performance e linguagens multidisciplinares».
O programa, sublinha a organização, «distingue-se por um modelo pouco habitual no panorama cultural», pelo facto de «não existirem júris, prémios ou vencedores». Em vez disso, cada projecto recebe um apoio financeiro de 1750 euros, acompanhamento técnico e de produção, bem como «acesso a espaços de residência artística no Teatro Taborda e noutras estruturas parceiras».
A organização defende que este formato «permite criar condições para a experimentação sem a pressão associada à competição ou à avaliação final»


















