Esta peça assume-se como uma «leitura contemporânea do clássico» de Anton Tchékhov. A encenação é de Diogo Infante.
«Esta é uma das obras de leitura obrigatória para todos aqueles que, como eu, passaram pelo antigo Conservatório Nacional»: é assim que Diogo Infante apresenta ‘A Gaivota’, a nova peça do Teatro da Trindade. A estreia está marcada para 29 de Janeiro.
Escrita por Anton Tchékhov, ‘A Gaivota’ conta a história de um «grupo de artistas e intelectuais reunidos numa propriedade rural russa, presos a amores não correspondidos, frustrações pessoais e conflitos criativos». Ao longo da peça, é explorado o «choque entre ambição e realidade, arte e vaidade, juventude e maturidade, num retrato melancólico dos sonhos falhados e da solidão humana».
Contudo, esta versão encenada por Diogo Infante vai «afastar-se das referências de época» e fazer um «retrato actual das tensões que atravessam a vida artística, da pressão do processo criativo ao confronto entre experimentação e lógica comercial, passando pela exposição mediática, pela fama e pelo peso da crítica num tempo amplificado pelas redes sociais».
Os protagonistas, Irina Arkadina e Alexandre Trigorin, são interpretados por Alexandra Lencastre e Ivo Canelas. No elenco estão ainda André Leitão, Rita Rocha Silva, António Melo, Flávio Gil, Guilherme Filipe, Margarida Bakker, Pedro Laginha e Rita Salema.

A presença de Alexandra Lencastre nesta nova interpretação de ‘A Gaivota’ tem duas curiosidades associadas. A actriz já tinha participado numa versão desta peça em 1992 (foto em cima, com José Wallenstein), na altura como Nina Zarechnaya, papel que, agora, é de Rita Rocha Silva. A outra é o facto de contracenar com a sua filha, Margarida Bakker.
Esta peça está em cena até 5 de Abril, de Quarta-Feira a Sábado às 21 horas e, aos Domingos, às 16:30. Os bilhetes já estão à venda na TicketLine e começam nos dez euros, no Dia do Espectador.


















