Durante a madrugada de hoje, Portugal foi atingido por um sismo de magnitude 5,3 na escala de Richter e várias pessoas receberam alertas no smartphone. Como?
É a notícia do dia – às 5:11, foi sentido o sismo em Portugal, cujo epicentro foi no Oceano Atlântico, ao largo de Sines, a 58 km desta cidade da costa alentejana e a 10 de profundidade. Foi mesmo o abalo mais forte, registado no País, desde 1969 (21 de Fevereiro).
As redes sociais foram inundadas com vídeos do momento deste sismo, sobretudo de câmaras de videovigilância, e também com screenshots de um aviso que apareceu em smartphones Android. Aqui, a Google dava conta de um terramoto nas proximidades de quem recebeu o aviso, com informações precisas do local e da magnitude.
Várias pessoas garantem ter recebido este aviso segundos antes de sentirem o abalo, outras só o viram depois. Mas, afinal, como é que isto foi possível? Para começar, podemos dizer que a Google tem, sim, um sistema chamado Android Earthquake Alerts System, mas que não prevê sismos.

O que acontece é explicado pela tecnologia que está dentro dos smartphones e não pela ligação a um centro sismológico, que permita a emissão de alertas. Segundo a Google, os telemóveis estão equipados com «pequenos acelerómetros que podem detectar vibrações e velocidade», sinais que «indicam que pode estar a ocorrer um sismo».
Se muitos smartphones, numa determinada área, começarem a detectar um abalo, é «enviado um sinal para o servidor de detecção de sismos» da Google, juntamente com uma «localização aproximada do local onde ocorreu o abalo». De seguida, os servidores «combinam as informações de muitos telemóveis para descobrir se está a ocorrer um terramoto».
Ou seja, os smartphones funcionam como uma espécie de rede de crowdsourcing que funciona em conjunto para criar uma informação válida sobre um acontecimento, neste caso, um sismo. O facto de algumas pessoas terem dito que receberam o alerta segundos antes de sentirem o abalo tem que ver com o modelo de previsão do sistema que consegue perceber onde é que o sismo se vai fazer sentir, depois de o detectar. Quem estiver mais perto, irá, ainda recebe primeiro os alertas.
Contudo, nem todos os terramotos são detectados por este sistema: a Google diz que apenas os que tiverem uma magnitude superior a 4,5 serão “apanhados” por este rede que a marca diz ser a «maior do mundo» do seu género.

Mas, para um smartphone Android fique habilitado a contribuir para esta rede de alertas, é preciso que uma opção esteja activada, no Android: entre em ‘Definições’ > ‘Segurança e emergência’ > ‘Alertas de terramoto’ e ligue esta funcionalidade.


















