Mercedes SLC 43 AMG

Test Drive: Mercedes AMG SLC 43

por • 4 Janeiro, 2019 • Estrelas TRENDY ⭐️, Motor +Comentários fechados em Test Drive: Mercedes AMG SLC 43936 •

DESIGN: 70%

INTERIOR: 80%

CONSUMOS: 65%

EQUIPAMENTO: 75%

PREÇO: 65%

Este Mercedes SLC 43 AMG é a verdadeira interpretação do que deve ser um roadster desportivo.

Resumo:

O SLC 43 AMG da Mercedes foi um dos roadsters mais divertidos de conduzir que já tivemos oportunidade de testar.

Lançado originalmente em 2011, a terceira geração do roadster da Mercedes-Benz recebeu uma importante actualização estética em 2016. Isto aproximou-o da actual linha visual da gama onde passou a estar inserido, a família Classe C, da qual também herdou a sua nova designação: de ‘SLK’ passou para ‘SLC’.

Esta alteração foi ao encontro das alterações realizadas para aproximar as variantes SUV e Roadster das famílias principais da marca, como os Classe A, C, E e S. Na MotorMais já tínhamos testado o SLC 250d, um roadster que consegue manter todas as características que se exige de um modelo desta categoria, com a vantagem de garantir baixos consumos e uma autonomia surpreendente.

Agora foi a vez do SLC 43 AMG, um automóvel que vem equipado com a mesma motorização que equipa modelos como o Classe C 43 Coupé e Classe E 43. Esta motorização recorre a um bloco de três litros V6 com dois turbos, que garantem uma potência 367 cavalos e 520 Nm de binário máximo, logo às 2000 RPM.

Porém, ao contrário dos restantes modelos equipados com esta motorização, o SLC 43 tem a vantagem de ser o único modelo com tracção traseira, o que lhe garante um comportamento verdadeiramente desportivo.

Para lidar com este motor, a Mercedes-Benz teve de fazer melhorias: os travões tiveram de ser reforçados, com a introdução de discos maiores e pinças de travagem mais eficientes (pode ver o preço de peças de substituição em www.autopecasonline24.pt), tal como a suspensão, desenvolvida especificamente pela AMG.

O escape desportivo, que garante uma sonoridade mais emotiva, as jantes de liga leve específicas de 18 polegadas AMG e referentes apoios aerodinâmicos nos pára-choques (e spoiler na tampa da bagageira) completam as alterações deste AMG face a um SLC tradicional.

Mercedes SLC 43 AMG

No interior, o destaque vai para os excelentes bancos, que além de serem estranhamente confortáveis, oferecem um elevado apoio lateral e incluem o agradável sistema AirScarf, particularmente útil nestes dias frios de Inverno, para manter a pescoço quente.

O cronógrafo no topo do tablier, da IWC Schaffhausen, é uma presença constante em modelos AMG, tal como o painel de instrumentos personalizado, menus específicos AMG, e um sistema de infoentretenimento muito completo.

Este é compatível com Android Auto e Apple CarPlay e é complementado com um sistema de som premium Harman/Kardon, que continua a não ser muito eficaz a anular a “melodia” emitida pelo sistema de escape deste modelo AMG, especialmente com a capota aberta.

Tudo isto resulta num automóvel criado especificamente para quem gosta de conduzir, não estivéssemos perante um roadster de tracção traseira com quase 370 cavalos capaz de atingir os 100 km/h em apenas 4,7 segundos, e 250 km/h de velocidade máxima.

O Mercedes AMG SLC 43 tem, assim, um pacote significativamente mais apelativo que as anteriores versões, que recorriam a uma pesada motorização V8 – embora sonoramente mais apaixonante, prejudicava o comportamento dinâmico do chassis do antigo SLK.

No caso deste Mercedes SLC, optimizado pela AMG, esse problema já não é tão notório, embora continue a não ser perfeito em condução muito rápida em estradas com piso irregular como acontece com alguns dos seus rivais mais directos, como o Porsche 718 Boxster GTS, mas que é vinte mil euros mais caro.

Porém, se estiver perante uma boa estrada, com piso perfeito, este SLC 43 AMG será mesmo um dos roadsters mais divertidos de conduzir, muito devido à precisa direcção que desempenha aqui um importante papel, tal como a suspensão, que não é exageradamente rígida.

Se quiser explorar melhor as capacidades deste automóvel, tem de desligar totalmente o ESP – e mesmo assim, terá de se esforçar para que o chassis revele os seus limites. Simplesmente impressionante.

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