Mercedes Classe A 250 AMG

Ensaio: Mercedes Classe A 250 BlueEFFICIENCY

por • 18 Fevereiro, 2013 • Estrelas TRENDY ⭐️, Motor + 🚗Comentários fechados em Ensaio: Mercedes Classe A 250 BlueEFFICIENCY1612

Quinze anos depois do lançamento do primeiro Classe A, a Mercedes revolucionou completamente o design daquele que se pode considerar como o utilitário compacto da marca.

Bem, mas não um utilitário qualquer: a versão super-equipada que levámos até ao Norte de Portugal tem um preço de 59 800 euros, sendo que cerca de 14 mil euros eram só extras! Mas extras que valem a pena, como vão poder ler neste artigo.

É sabido que com o lançamento deste novo e belo Classe A, a Mercedes passou a estar presente num novo segmento de mercado: os compactos. Até agora, a construtora alemã nunca tinha tido um carro semelhante, já que o antigo e “raquítico” Classe A é uma brincadeira de crianças ao pé deste modelo onde os traços exteriores e interiores de design são bastante agressivos e convincentes.

Veja-se, por exemplo, o desenho das ópticas dianteiras e da grelha, que dominam por completo a parte da frente deste bólide alemão.

Mercedes Classe A 250 AMG

Este foi um carro que me deixou completamente apaixonado, embora a traseira não me tivesse convencido totalmente: não mostra os mesmos traços marcantes que aparecem no restante do chassis.

O problema é que os restantes Mercedes que já conduzi sempre tinham um design bastante coerente em todo o “corpo”, com frentes e traseiras de excepção. Não posso, no entanto, deixar de apontar o design na mouche das ponteiras de escape deste Mercedes.

Tendo em conta que o Classe A foi projectado pela Mercedes para um mercado mais jovem, onde até agora não tinha uma oferta especial, penso que a marca poderia ter tido um pouco mais de ousadia no design da traseira, especialmente das ópticas. Mas uma coisa é verdade: não é por causa disto que o novo Classe A deixa de ter carisma e de ser um carro com um look de topo.

Aliás, não encontrei mesmo nada no Mercedes Classe A 250 que me fizesse deixar de o querer conduzir. Segundo parece, não estou sozinho nesta ideia: segundo números da Mercedes, este modelo obteve a primeira posição em vendas no segmento premium em Setembro de 2012, tendo igualmente alcançado a terceira posição no mercado geral de vendas de automóveis em Portugal.

Mercedes Classe A 250 AMG

A versão que conduzi durante cerca de 900 quilómetros num fim-de-semana é uma das mais potentes da sua gama: A 250 BlueEFFICIENCY a gasolina, com 1991cc, 210 cavalos e uma caixa pilotada de 7 velocidades de dupla embreagem.

Esta caixa revelou-se um pouco lenta nas mudanças mais baixas, mas tornou-se bastante mais expedita quando levei o carro a altas rotações. Este carro, para ser totalmente “espremido” pede uma caixa manual, e é isso mesmo que recomendo a possíveis interessados no Classe A. E claro que o pack AMG não deve ser posto de lado, se tiver mais uns “trocos” para gastar.

O interior é dos mais cativantes que já tive oportunidade de ter pela frente, quer em carros Mercedes, quer comparando com todos os habitáculos onde já tive oportunidade de me sentar.

Mercedes Classe A 250 AMG

Os pormenores desportivos salpicam o interior do Classe A com costuras a vermelho, texturas de fibra de carbono, saídas de ar com design em estrela. Com isto, os mostradores revelam toda a essência agressiva que marca o tom do design inovador deste novo modelo.

Em grande destaque, a meio do tablier, está um magnífico ecrã de 8,5 polegadas que só lhe falta ser táctil. De resto, as dimensões e a qualidade são perfeitas. Todavia, não deixei de imaginar um cenário utópico: o dia em que a Apple vai apertar a mão à Mercedes e colocar um iPad Mini como centro de entretenimento do sistema COMMAND ONLINE.

De volta à Terra, ficam os grandes marcos tecnológicos deste Classe A, sobretudo no que respeita à condução e a todos os sensores que os engenheiros da Mercedes conseguiram incluir neste fantástico veículo. O minha tecnologia preferida é, sem dúvida, o COLLISION PREVENTION ASSIST que torna praticamente impossível que tenhamos um acidente grave com este carro, mesmo a velocidades ditas proibidas.

Tirei mais partido desta tecnologia na viagem de regresso de Chaves, durante o trajecto na A24 que nos levou até Viseu. Com um percurso dominado pela chuva forte e por nevoeiro moderado, tive oportunidade de perceber ainda melhor por que razão é que a Mercedes está, muitas vezes, na liderança da aplicação da tecnologia aos automóveis.

Mercedes Classe A 250 AMG

Em poucas palavras, o COLLISION PREVENTION ASSIST baseia-se num sensor de proximidade que está sempre a controlar a distância para qualquer veículo que estiver a nossa frente. Através do computador de bordo Mercedes, cuja interface fica mesmo à nossa frente, entre o conta-rotações e o velocímetro, é possível determinar a margem da distância de segurança que queremos manter.

Desta forma, o Mercedes Classe A 250 BE regula a velocidade de forma automática em relação ao veículo da frente e faz com que uma batida por trás seja virtualmente impossível.

Na realidade, e com todas as tecnologias que este Mercedes oferece ao condutor, onde também não posso deixar de assinalar a câmara traseira com guias para estacionamento em marcha atrás e o estacionamento automático em fila, só mesmo um condutor muito nabo é que se habilita a ter um acidente grave com o Classe A.

Todas estas tecnologias de condução tornam tudo mais seguro quando estamos ao volante e devem ser usadas de forma obrigatória pelo condutor. Na minha opinião, comprar um carro destes e adoptar uma condução à antiga é o mesmo que atirar o dinheiro para uma lareira bem quentinha. E que falta que esta nos fez em Chaves, já que falamos nela…

Com ligações para iPhone (só até ao 4S), USB e auxiliar, o Classe A é servido por colunas Harman/Kardon, tem ainda leitor de DVD (que só funciona com o carro imobilizado, como é óbvio) e um sistema de GPS bastante apurado. Contudo, em Chaves fomos enganados algumas vezes, mas aqui acho que a culpa é da cidade.

Mercedes Classe A 250 AMG

Nunca conduzi num centro urbano tão complicado e traiçoeiro como nesta cidade transmontana. Quem projectou as artérias de Chaves deve-o ter feito depois de ter bebido umas valentes garrafas de Ponte do Arquinho Tinto.

O Classe A foi um dos carros que se portou melhor e a única “nódoa” que tenho a apontar é mesmo a evolução da caixa automática nas primeiras mudanças, que, mais uma vez reforço, me pareceu muito pastosa.

Isto torna-se ainda mais notório se entrarmos no jogo do pára-arranca ou se andarmos com o Classe A por centros urbanos com muitas elevações, coisa que acontece em Chaves. Mas aí é como digo: Classe A, não tens culpa… aqui o problema é mesmo da cidade.

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