10 parvoíces que dizemos todos os dias e que têm de parar já!

«É só mais cinco minutos». Esta é uma das frases clássicas que estamos de ouvir e que raramente são verdade. Mas há mais. A redacção do TRENDY juntou-se e identificou aquelas petas em que já ninguém acredita.

Se a língua portuguesa é muito traiçoeira, também aquilo que dizemos, às vezes já como uma frase feita, também o é. Desculpas, expressões e discursos completos que nos saem pela boca fora de forma automática e que acabam por convencer os mais naive.

Não quer dizer que em algumas das vezes algumas destas expressões não sejam verdade, mas confesse lá: quantas vezes é que já as ouvir e pensou para consigo mesmo, abanando a cabeça para baixo e para cima: «Deve ser deve». São apenas dez, mas podiam ser muitas mais


1. É só um copo, ok?

Muitas vezes, costuma ser acompanhado por qualquer coisa do género: «Não me posso demorar muito porque amanhã tenho de me levantar cedo». Esqueça o que este seu amigo diz e descanse, porque a noite não vai acabar apenas com um copo. Lá para as três da manhã estão em casa, tenha ele de se levantar cedo ou não.


2. Tinha o telemóvel sem som…

Dá sempre jeito quando não queremos atender uma chamada, não é? E se pusermos no modo de avião, ficamos impedidos de ir à internet e de receber SMS ou telefonemas de quem realmente importa. Por isso, mandar uma mensagem pelo Facebook mais tarde a dizer que tínhamos o telemóvel sem som fica sempre bem, e não atraiçoa ninguém. Por acaso, até atraiçoa, mas ok…


3. Vou já tratar disso!!

Não vai tratar nada. Com tanto chat aberto no Facebook, posts para fazer no Instagram e ir à copa beber café, a última coisa que vai fazer é tratar do que lhe estão a pedir. Pior ainda é dizer: «Estava mesmo agora a tratar disso»· Claro que sim.


4. Amanhã falamos.

Falamos pois, com tanta coisa que vai aparecer pelo meio, como reuniões inesperadas, trabalhos de última hora para entregar os simplesmente nos estarmos a borrifar para a outra pessoa, deve vir aí uma grande conversa…


5. Temos de combinar qualquer coisa…

Pois temos, nem que seja em Maio de 2037, já com os nossos netos e tudo. Não vale a pena prometer o que não se vai cumprir: e se há um caso destes é quando se quer combinar qualquer coisa. Só o simples ‘qualquer’ já mostra o desinteresse total em fazermos alguma coisa com a(s) outra(s) pessoas(s).


6. Quando quiserem passar por cá, estão à vontade!

É tudo muito bonito, mas «à vontade» não é sinónimo de «à vontadinha», como se diz em bom português. O habitual é dizer isto quando se despede de alguma visita, mas não é verdade em 99,9% dos casos. Nunca ninguém apareceu sem ser convidado, nem nunca vai aparecer.


7. Vou só ao supermercado buscar umas coisinhas…

Podem ser feitas listas de compras, ir com o tempo contado ou a carteira a pedir tréguas, mas nunca vai conseguir trazer ‘só’ umas coisinhas do supermercado. Ir sem sacos de compras (ou levar poucos) para ter um pretexto para trazer menos coisas nunca vai ajudar.


8. Estamos a sair agora, até já!

Em todos os grupos de amigos há sempre alguém que chega antes dos outros a qualquer lado, «os coitados». E esta frase é algo que essas pessoas ouvem constantemente, sempre que passa aquela margem dos 15 minutos e são obrigados a ligar para alguém, para “medir o pulso” ao atraso. Não é preciso ter grandes capacidades de adivinhação para perceber que quem está atrasado acabou de sair do banho.


9. Mais 10 minutos e estou aí

Continuando no mesmo registo: esta é uma das preferidas dos amigos atrasados – só vai mudando é a quantidade de tempo. Podemos só começar a utilizar isto como uma forma mais adequada? Assim, na loucura, sabemos lá, de pararmos de acrescentar minutos a isto, dependendo da pessoa que profere a expressão?


10. Mas ele(a) até é boa pessoa…

Príncipes e princesas do politicamente correcto: isto não é desculpa para conseguirem que alguém fique bem visto na fotografia. Os humanos, assim de uma forma geral, não estão preparados para gostarem todos das mesmas coisas ou, neste caso, de outras pessoas. Por isso, quando alguém estiver a apontar defeitos a alguém, não é por ouvir esta frase que vai mudar de ideias.


*artigo feito em parceria com Cátia Rocha.

Ricardo Durand
Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].