Vinha das Romãs Blanc de Noirs da Ravasqueira mostra que o Alentejo também é frescura

Com um PVP de 20,90 euros e uma produção de cerca de oito mil garrafas, o novo Vinha das Romãs Blanc de Noirs 2025 já está disponível no mercado.

©Ravasqueira
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A Ravasqueira apresentou a colheita de 2025 do Vinha das Romãs Blanc de Noirs. Este regresso do branco feito a partir de castas tintas é feito com oito mil garrafas.

Foi num almoço no Monte da Ravasqueira, em Arraiolos, que pudemos provar a mais recente colheita do Vinha das Romãs Blanc de Noirs. Este vinho branco é «feito com as castas Touriga Franca e Syrah retiradas da mesma parcela» onde originariamente estavam plantadas romãs cujas raízes ainda existem no solo e que se acredita terem «influência» na vinha.

Este é o vinho «mais tecnológico» da Ravasqueira, explicou a enóloga assistente Ana Filipa Pereira. Isto deve-se ao facto de «ter muita intervenção e cuidado», já que resulta de um processo em que as uvas são «colhidas manualmente para caixas de vinte quilos, mantidas em frio até à vinificação e prensadas em cacho inteiro, aproveitando apenas a fracção inicial da prensagem, onde a cor é inexistente».

Após o início da fermentação em inox, o vinho «estagia em barricas novas de carvalho francês, onde permanece durante seis meses com trabalho de bâtonnage», que consiste em mexer ou agitar as borras finas que se depositam no fundo da barrica, voltando a colocá-las em suspensão no vinho durante o seu estágio.

©TRENDY Report | Ravasqueira
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Em prova, a segunda edição do Vinha das Romãs Blanc de Noirs revelou ser um vinho com uma frescura e acidez vincada, aliada à complexidade do estágio em barrica e que reflecte o terroir da Ravasqueira. No nariz, os aromas mais presentes, como indicado pela enóloga, são a «mineralidade e as notas de fruta de caroço, como pêssego e damasco».

Este é um vinho, segundo David Baverstock (chairman winemaker da WineStone, que detém a Ravasqueira) com uma «enorme capacidade de evolução em garrafa», «feito para a mesa, mas também para ser apreciado lentamente e descoberto ao longo do tempo. É um vinho ideal para os dias de Verão que estão a chegar, para um convívio entre amigos e, sobretudo, para criar memórias».

Com um PVP de 20,90 euros e uma produção de cerca de oito mil garrafas, o novo Vinha das Romãs Blanc de Noirs 2025 já está disponível no mercado.
No almoço da apresentação dos vinhos, foi ainda possível provar o Encantado Branco 2025, um lote de Alvarinho, Viognier e Arinto com um pequeno estágio (20%) em barrica nova e que é «uma homenagem à biodiversidade aa Ravasqueira».

A esta referência, juntaram-se ainda o Reserva da Família Branco 2024, um blend de Alvarinho e Viognier; o Heritage Branco 2022 feito com as castas Viognier, Alvarinho, Arinto e Marsanne; e o Heritage Rosé 2024, um 100% Touriga Nacional com seis meses em barrica e que mostrou um vinho muito gastronómico.

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Adquirido pela família de José de Mello em 1943, o Monte da Ravasqueira foi inicialmente usado como casa de campo e tinha culturas de cereais, criação de gado e produção de cortiça. Com José Manuel de Mello, a segunda geração da família, deu-se início à criação de cavalos da raça Puro-Sangue Lusitano e a uma equipa de atrelagem com o objectivo de conseguir ganhar o campeonato do mundo.

Apesar de muitos «duvidarem da capacidade da raça» para esta prática, por esta ser de trabalho e não muito rápida, em 1996, José Manuel de Mello sagrou-se campeão mundial de atrelagem. Hoje, gerida pela terceira geração da família, a Ravasqueira já não cria cavalos, mas mantém uma vasta e histórica colecção de carruagens que foi possível visitar no Museu das Atrelagens e tem como foco a produção de vinhos.

A primeira vinha foi plantada em 1998 e o primeiro vinho lançado comercialmente em 2003. Hoje, dos quase 3000 hectares da propriedade, 45 são dedicados à vinha, com destaque nas castas brancas para a Alvarinho, Viognier e Arinto e nas tintas para a Touriga Franca, Touriga Nacional e Alicante Bouschet.

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Com uma produção maioritariamente biológica e viticultura de precisão, o terroir é caracterizado pela diversidade de solos de xisto, argila, mármore, granito e calcário; e um clima com grandes amplitudes térmicas (com noites muito frias e dias quentes) permitem dar «a frescura, a acidez e a elegância» aos vinhos, algo pouco usual no Alentejo, como salienta a enóloga Ana Filipa Pereira.

A adega está a ser renovada e ampliada já que, recentemente, o engarrafamento e a logística mudaram para Vendas Novas, permitindo à quinta focar-se em expandir a sua capacidade de vinificação. No local, há cerca de 500 barricas de carvalho, maioritariamente francês e americano, para os estágios do vinho, e barricas de inox, uma «inovação» que os enólogos da Ravasqueira usam, para já, «para testes e afinações de lotes».

Especialista em temas profissionais, é jornalista da PCGuia e da Business IT. No Trendy vamos vê-la a escrever sobre temas ecológicos, mas nunca se sabe se a vamos requisitar para nos dar novidades sobre novidades tecnológicas.