O Pixel Watch 5 destaca-se pelo ecrã brilhante e por nos dar uma das melhores experiências Google. Mas é obrigatório ter um smartphone Android.
Discreto e simples: estes são os primeiros adjectivos que nos vêm à cabeça depois de algumas semanas a usar o Pixel Watch 5. E, também limitado. Uma vez que está preso ao ecossistema Google, é impossível usá-lo com um iPhone, algo incompreensível para uma marca que já tem tantas sinergias com a Apple e que o impede se der uma ameaça séria aos relógios da maçã.
Disponível em versões de 41 e 45 mm (testámos a primeira), este modelo tem um mostrador AMOLED com brilho máximo de 3000 nits e mantém o design com um vidro curvo cujo maior problema continua a ser o de ficar muito exposto aos contactos acidentais. Aliás, tivemos alguns sustos durante os testes, embora o vidro tenha escapado, algumas vezes quase por milagre.
No desporto, o GPS parece-nos estar mais refinado, assim como a monitorização cardíaca; vimos ainda que há novas ferramentas de musculação que, no Pixel Watch 5, nos dão mais exercícios, com dados de repetições e tempos de descanso. Ainda assim, tudo isto fará mais sentido para quem tem um modelo antigo que para quem ainda tenha no pulso um Watch 4.

Sobre a autonomia, a Google podia ter ido mais longe: com uma utilização mais intensiva, tivemos de o carregar sempre a meio da manhã do dia seguinte; com uma mais tranquila, são cerca de dois dias e meio sem ir ao carregador. O aumento de preço em relação Watch 4 (de 399 para 419 euros), não é crítico, mas a compra deste modelo simplesmente não se justifica para quem tenha a geração anterior.

















