O presidente da câmara aponta o «estacionamento indevido, o aumento dos acidentes e a utilização por menores» como motivos para a medida.
Carlos Moedas anunciou que vai levar a reunião de câmara uma proposta de «suspensão imediata» do sistema de trotinetas partilhadas. O presidente da CML justificou a decisão com problemas de segurança e de ocupação do espaço público. Num vídeo publicado nas redes sociais, o autarca começa por dizer: «Isto é uma vergonha e vai acabar».
O presidente já tinha anunciado, a 28 de Setembro, que «tomaria medidas» para combater comportamentos de risco por parte dos utilizadores, sem especificar quais. Aliás, uma das primeiras medidas após ser eleito foi ter «negociado com os operadores uma redução para metade do número de trotinetas partilhadas na cidade», lembra.
Carlos Moedas garante que «os acidentes têm aumentado» e mostrou preocupação com a utilização destes veículos «por menores», uma situação que classificou como um «problema gravíssimo de segurança e de espaço público».
O autarca atribuiu responsabilidades às empresas que exploram o serviço: «Se os operadores de trotinetas [Lime/Uber, Bolt, Bird] não garantem que uma trotineta não pode andar em contramão», a câmara terá «que tomar essas medidas». A suspensão anunciada será submetida ao executivo municipal, pelo que não corresponde ainda a uma decisão aprovada.
Entretanto, o Automóvel Clube de Portugal anunciou ter recolhido «cerca de vinte mil assinaturas de cidadãos recenseados em Lisboa» para a realização de um «referendo municipal» sobre a continuidade do sistema de trotinetas eléctricas partilhadas.


















