A obra entra na Galeria dos Retratos (Museu da Presidência da República, em Belém) a 5 de Março. Como já tinha sido avançado, não é uma pintura clássica.
Acaba de ser revelado o retrato de Marcelo Rebelo de Sousa com a autoria Alexandre Farto, no contexto do seu termo do mandato. Desde Columbano Bordalo Pinheiro, com passagens por Júlio Pomar e Paula Rego, esta é a «primeira vez» que um retrato presidencial «surge fora do formato de pintura».
Esta obra de Vhils introduz uma «linguagem contemporânea na tradição institucional do retrato oficial», que se assume como um «diálogo entre memória histórica, materialidade e representação pública». O ponto de partida foi a «técnica de cartazes de rua».

Para este retrato (que tem 1,95 × 1,20 metros), Vhils usou «jornais nacionais com notícias marcantes» dos últimos dez anos da vida política e social portuguesa: as folhas foram «sobrepostas à mão e, depois, trabalhadas por subtracção, com escavação manual, até a imagem surgir das camadas», explica o artista.
Resta dizer que o retrato levou «cerca de seis meses» a ficar pronto e inspira-se numa fotografia de Rui Ochoa, fotógrafo oficial da Presidência da República. a obra fica exposta de forma permanente na Galeria dos Retratos (Museu da Presidência da República, em Belém), a partir de amanhã, 5 de Março.


















