O restaurante do Holiday Inn Express & Suites Lisboa assinalou o primeiro aniversário com novidades à mesa. Os arrozes continuam a ser os grandes destaques, mas…
Em Outubro do ano passado, entrámos no 550º Restaurant & Bar para conhecer um restaurante com uma cozinha que fazia (e faz) do fogo o seu principal argumento. Na Travessa da Fábrica dos Pentes, perto do Jardim da Mãe de Água, o chef David Casaca servia-se do forno para dar identidade à carta. Cerca de um ano depois, regressámos para perceber o que mudou na sala e nos pratos.
A primeira diferença percebe-se antes de vermos o menu. Desapareceram as cabines com sofás encostadas à parede lateral direita, uma das características que tínhamos destacado na visita inicial. Assim, a sala parece ter ganho espaço, mas fica um pouco menos cozy; porém, o ambiente industrial mantém-se, com o ferro preto e a madeira a dominar o cenário.

Na cozinha, a renovação chega aos arrozes de forno, ao peixe na brasa e a duas sobremesas que passaram a fazer companhia à Tarte Basca: a Rabanada Queimada com Gelado de Caramelo e a Torta de Laranja com Calda Fumada. Foi precisamente uma destas novidades que acabou por alterar os nossos planos para o fim do jantar.
Começámos pelo Tártaro de Novilho, Focaccia Grelhada e Chili Oil (11 euros), com doses que nos pareceram algo pequenas, sobretudo depois de darmos a primeira dentada. É uma opção gulosa, a pedir mais generosidade da cozinha; também não nos pareceu que a base fosse em focaccia, como vem na carta.
Na verdade, era brioche, com uma doçura que acabou por funcionar muito bem com o lado salgado da carne e dos molhos, num contraste que dava vontade de repetir. Aqui, a reserva é mesmo sobre a quantidade: o sabor pede bis, mas as pequenas doses não nos permitem fazer-lhe a vontade.

Para prato principal, escolhemos o Arroz de Forno de Camarão Tigre, Couve Tostada e Maionese de Kimchi (46 euros, para duas pessoas). A couve chegou assada na perfeição, com um sabor fumado bem marcado, daqueles que justificam bem a presença do fogo na identidade do restaurante.
O arroz também estava no ponto: nada de grãos moles ou de uma textura empapada. Tivemos consistência e um lado crocante que tornava cada garfada muito compensadora; a maionese de kimchi é, também, um destaque neste prato, uma vez que lhe dá frescura na medida certa.
Mas, se a execução nos deixou satisfeitos, a proporção entre arroz e camarão, nem tanto. Os dois camarões tigre servidos, além de não serem particularmente grandes, ficaram reduzidos a pouca carne depois de retiradas as cabeças e as caudas. Num prato pensado para duas pessoas, um camarão para cada uma sabe a muito pouco.

Quando acabam, ainda resta uma parte considerável do prato e fica aquela sensação de ter de comer o arroz de “castigo”; mesmo que esteja bem feito… acaba por ser apenas arroz. Mais dois camarões seriam ideais ou, em alternativa, acrescentar gambas, para que o ingrediente que lhe dá o nome não “desaparecesse” tão cedo do tabuleiro; um arroz tão bem feito merecia este acerto.
A nossa escolha para sobremesa estava praticamente feita: íamos para a Tarte Basca. Mas quem nos serviu recomendou a novidade da carta e aceitámos a sugestão: de facto, esta iria revelar-se a melhor decisão da noite.
A Rabanada Queimada com Gelado de Caramelo (6 euros) trouxe um brioche indulgente, caramelizado, levemente tostado por fora e fofo por dentro, com uma doçura bem medida. Por cima, uma bola de gelado de caramelo mais contida no açúcar foi o contraste ideal. Esta é daquelas sobremesas de que não sabíamos precisar e foi uma das melhores que provámos este ano, a par do Pudim de Maçã Assada, do Novo Mundo e da Tarte de Tâmaras e Figos, do The Folly.


















