Esta semana, demos um mergulho na piscina de outro hotel clássico da capital. O grande argumento é a relação qualidade-preço.
A piscina do Lisbon Marriott dá-nos o que se espera de um refúgio urbano: durante algumas horas, pode fazer-nos esquecer que continuamos em Lisboa — não no centro, mas ao lado de uma das artérias mais concorridas da cidade: a Avenida dos Combatentes.
Tal como no Tivoli, o ambiente deve muito à vegetação que envolve o espaço, mas aqui o jardim é maior, com muita relva para estender a toalha. É, ainda, suficientemente isolado para apagar por completo o ruído da rua, o que nem sempre foi possível no Tivoli e no Sheraton, embora haja diferenças óbvias na localização.
Este Pool & Stay Experience é já uma tradição de Verão do Marriott e não contempla apenas o acesso à piscina: por 155 euros, duas pessoas têm acesso a um quarto para deixar a roupa (disponível ao longo do dia, se quiserem fazer uma pausa da piscina) e ao ginásio. Contudo, este programa só está disponível entre as 9 e as 17, embora se pedisse um horário mais alargado, no mínimo até às 19.

O jardim é mesmo um dos maiores que podemos encontrar num hotel de Lisboa, algo que também se explica pela localização fora do centro da cidade. A área supera, sem surpresas, as do Tivoli e do Sheraton e estende-se muito para lá do rectângulo ocupado pela piscina. Aqui, temos cerca de cinquenta espreguiçadeiras distribuídas a toda a volta, regra geral com um chapéu-de-sol por cada duas.
A sombra natural, porém, é escassa. A principal zona protegida pelas árvores fica num dos extremos da piscina, junto à parte mais funda, enquanto a área de mesas do Paradiso também está bastante exposta. A partir das 12:30, o Sol incide de forma consistente sobre quase todo o recinto e mantém-se até muito depois do final do acesso diário.
A piscina tem um formato rectangular e cerca de vinte metros de comprimento, com diferentes profundidades (1, 1,50 e 2,20 metros) e, no dia em que estivemos no Marriott, a água estava a aproximadamente vinte graus, o valor mais baixo entre as piscinas de hotéis que experimentámos em Lisboa. É, assim, uma boa opção nos dias em que os termómetros atinjam os trinta graus ou mais.

Para almoçar, existem duas soluções, ambas pagas à parte. O Citrus é a escolha indicada para uma refeição mais demorada e completa. O buffet começa com queijos, enchidos, saladas e salmão, segue com pratos quentes — habitualmente uma opção de carne e outra de peixe — e termina numa selecção de sobremesas onde o Pastel de Nata é o grande destaque. A esplanada prolonga o restaurante pelo jardim, à sombra e com vista para a piscina.
Quem não quiser afastar-se da espreguiçadeira pode escolher a carta mais informal do Paradiso Pool Bar. Os Wraps César de Frango e de Camarão custam 18 euros, enquanto a versão Vegan fica pelos 11. A Salada César custa 16 euros e pode receber frango grelhado por mais cinco ou gambas por oito; a Burrata com tomate, pesto e rúcula fica pelos 17 euros. São escolhas leves, fáceis de comer e ajustadas a uma tarde passada junto à água.
Contudo, também existem pratos para… apetites maiores. A Sandes Club e o Prego de Novilho em bolo do caco custam 20 euros, enquanto o Hambúrguer Marriott chega aos 24. O pequeno Torricado de Queijo de Cabra, com tomate-cereja, pesto, pó de azeitona e raspa de limão, é uma opção mais económica para partilhar, por 8 euros.

A carta de bebidas segue o ambiente descontraído do espaço. Piña Colada, Caipirinha, Aperol Spritz e Mojito custam 13 euros, tal como os spritzes inspirados em sabores portugueses, preparados com Brandy Mel, amêndoa amarga, ginja ou Licor Beirão. Os mocktails ficam pelos 12 euros, a kombucha custa cinco e os sumos naturais e as limonadas, 5,50 euros. Há ainda um copo de sangria acompanhado por dois Pastéis de Bacalhau ou dois Croquetes de Novilho por 13 euros, além de um balde com cinco cervejas Corona por 25.
Tendo em conta que estamos num bar de piscina de um hotel desta categoria, estes valores são relativamente contidos (no Tivoli, um cocktail chegava a custar quase 20 euros). A melhor altura para pedir bebidas é entre as 15 e as 17 horas, período em que a happy hour aplica um desconto de 30% a cervejas, sangrias e cocktails.
É também quando o calor da tarde torna a água a vinte graus muito mais fácil de tolerar e ajuda a perceber os principais argumentos desta experiência: a relação qualidade-preço e a sensação de passar um dia de férias num jardim improvável de Lisboa, em vez de algumas horas numa simples piscina de cidade.
















