Cafés: para estudar, trabalhar ou apenas para beber uma bica?

Um estudo partilhado pela Regus, uma empresa de aluguer de espaços de trabalho, mostra que as pessoas não gostam de trabalhar durante longas horas em cafés.

É normal ver estudantes a usar mesas de cafés como o Starbucks ou a Padaria Portuguesa para fazer trabalhos ou estudar, um comportamento que pode parecer estranho às pessoas que ligam a concentração a ambientes mais calmos.

E, de facto, parece ser mesmo isso que a maioria dos inquiridos num estudo da Regus pensa. Apesar de os profissionais on-the-go não se importarem de ver o e-mail num café, só conseguem trabalhar neste ambiente «vinte minutos no máximo».

Dos mais de 44 mil profissionais de cem países em todo o mundo que responderam às questões deste estudo, quase metade disse que os cafés (49%) e transportes públicos são bons para verificar e-mails; 41% referiram que preferem não responder às mensagens durante o seu trajecto.

Em Portugal, 38% dos profissionais concorda com o facto de que os cafés são um local, apenas, para ver e-mails e 28% não responde aos mesmos entre deslocações.

Mas o estudo da Regus serve, essencialmente, para perceber uma coisa: «Cafés e transportes movimentados também não fornecem o ambiente certo para a verificação e aprovação de documentos ou a realização de conference calls importantes».

Ou seja, cafés, restaurantes e área de restauração são locais a evitar para trabalhar durante longos períodos de tempo.

Ricardo Durand
Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].