Review: Fujifilm Instax Mini 70

Hoje em dia, a fotografia está completamente banalizada pelos MP extraordinários das câmaras de smartphones.

Além disso, se não gostarmos de como ficou o boneco, basta deslizar o dedo sobre uma série de filtros e efeitos ou, mais fácil: tocar no ícone da caixa do lixo.

A Fujifilm não entra nestas pressas nem na perfeição do digital com a sua série Instax Mini 70, claramente uma máquina feita à medida para os saudosistas do analógico dos anos oitenta.

Sem ecrã e disco rígido, este “brinquedo” aposta em cartuchos com papel fotográfico para revelar as fotografias no momento e num viewfinder básico, onde o flash nunca se pode desligar. O resultado não é para todos os olhos nem para gente com pouca paciência.

As fotos parecem saídas de uma festa de anos de 1987 e se o resultado for mau, azar: é um euro deitado ao lixo (cada carga permite tirar dez fotos e tem um peço entre os dez e os quinze euros).

Sem ligação Wi-Fi para partilhar fotos on-line e os modos limitam-se a uns toscos de paisagem, macro, flash de preenchimento (fill-in flash), automático ou hi-key (para tons de pele mais luminosos). Há ainda botões específicos para activar o modo de selfie e o de temporizador.

Não há volta a dar: ou se ama ou se odeia a Instax Mini 70, não há meio termo. Paixões à parte, estamos na presença de um gadget demasiado caro, com a agravante de cada foto (6×4,5 cm) ter também um custo muito elevado. Uma máquina para respirar um pouco entre o sufoco que provocado pelo digital, o que também é importante nos tempos que correm.

Instax Mini 70

Ricardo Durand
Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].