Inspirado num podcast, o espectáculo ocupa mais de 1500 metros quadrados, no Lumiar. Os participantes podem circular pelas salas, ouvir testemunhos e interagir com as personagens.
«Uma investigação sem resolução, três mulheres assassinadas e diferentes versões dos acontecimentos»: este é o ponto de partida de ‘A Caça ao Estripador de Lisboa’. Este novo espectáculo imersivo transforma o «podcast homónimo do Observador numa experiência teatral» criada por Simão Biernat.
A narrativa recua a 1992 e 1993, quando os assassínios de Valentina, Fernanda e Maria João, três mulheres ligadas à prostituição, deram origem ao caso (verídico) conhecido como o do ‘Estripador de Lisboa’. Segundo a organização, o guião assenta, «no essencial, na informação factual reunida pelos jornalistas».
O público pode «deslocar-se livremente pelo espaço, assistir a diferentes momentos, ouvir relatos e interagir com as personagens». Cada sala apresenta uma «parte da narrativa», pelo que a experiência «dependerá das escolhas». Além da identidade do assassino, irão ser «discutidas as responsabilidades em torno das vítimas e da forma como o caso foi investigado e contado».
‘A Caça ao Estripador de Lisboa’ ocupa um piso com mais de 1500 metros quadrados nas instalações da Comunidade Hindu de Lisboa, na Alameda Mahatma Gandhi, no Lumiar, com «intervenções arquitectónicas e cenográficas feitas para esta produção». O elenco reúne Carolina Burnay, Ema Fonseca, Joana Ruela, Mariana Lencastre, Mariana Sardinha, Celso Pedro, Hugo Mestre Amaro, Hugo Nicolau, Leonardo Dias e Sérgio Moura Afonso.
A estreia é a 29 de Outubro e a última sessão é a 26 de Dezembro, com espectáculos às Quintas, Sextas-Feiras e Sábados, sempre às 21 horas. Os bilhetes custam 49 euros e podem ser comprados aqui.

















