A abertura do habitual mercado está marcada para 13 de Novembro, mas o movimento da acampada diz que a festa «não determina o calendário do protesto».
A Praça D. Pedro IV recebe, desde 17 de Outubro, os protestos da acampada pela habitação, mas, em breve, as tendas podem dar lugar às barraquinhas de madeira. O Mercado de Natal do Rossio organizado pela Associação de Dinamização da Baixa Pombalina, arranca a 13 de Novembro e fica até 21 de Dezembro.
À Lusa, citada pela CNN, Teresa Mamede, uma das porta-vozes do movimento, rejeitou que o evento comercial determine a saída dos manifestantes. «Sair desta praça é uma decisão que cabe ao movimento». Para a responsável, as reivindicações sobre habitação e precariedade justificam a continuidade das mobilizações, «independentemente» da chegada do Natal.
O próximo protesto acontece já este Sábado, 31 de Outubro. Está marcada uma manifestação às 16 horas, com partida do Largo de Camões e chegada ao Rossio, onde o movimento anunciou o regresso da montagem de tendas e da pernoita. Segundo o Observador, a organização mantém em aberto a possibilidade de retirar as tendas perante uma eventual intervenção policial, como já aconteceu noutras ocasiões.

Contudo, a permanência na Praça D. Pedro IV também não significa que todas as noites tenham acampamento, embora a convivência deste protesto com a presença das barraquinhas deste mercado seja altamente improvável. Certo é que, por agora, há uma data para o Natal entrar no Rossio; para a Acampada sair, não.


















