O novo filme de Ivo M. Ferreira conta uma história que se passa nos anos oitenta, durante o período de actividade da organização de extrema-esquerda FP-25.
Depois do 25 de Abril, Portugal viveu tempos de instabilidade política e, entre 1980 e 1987, surgiu um grupo terrorista com o objectivo de defender os ideais revolucionários do 25 de Abril.
Inspiradas por movimentos armados europeus da época, como as Brigadas Vermelhas, em Itália, ou a RAF, na Alemanha, as FP-25 defendiam a luta armada como forma legítima de acção política.
Durante sete anos, foram responsáveis por atentados bombistas, assaltos a bancos e carrinhas de valores, execuções e tentativas de homicídio, sobretudo contra figuras ligadas ao Estado e ao sistema judicial.
Estas acções resultaram em, pelo menos, dezassete mortes, e as FP-25 acabaram por ficar ligadas a um dos episódios mais violentos da história recente da democracia portuguesa.
É com este período e acontecimentos como pano de fundo que se passa a história de «Projecto Global», o novo filme de Ivo M. Ferreira. Aqui, seguimos três membros das FP-25 (Rosa, Queiroz e Jaime) e Marlow, uma personagem «situada no campo oposto, ligada ao passado pessoal de Rosa».
Com um elenco que inclui Jani Zhao, Rodrigo Tomás, José Pimentão, Isac Graça, Ivo Canelas e Gonçalo Waddington, o filme «constrói-se a partir de relações marcadas pela clandestinidade, pela vigilância constante e por escolhas morais sem saída evidente».
A estreia está marcada para o Festival Internacional de Cinema de Roterdão, a 1 de fevereiro. Contudo, vai ser preciso esperar quase três meses para vermos «Projecto Global» nas salas de cinema nacionais, uma vez que o filme só estreia a 23 de abril.

















