Pencil Vac Fluffycones: experimentámos o aspirador da Dyson que faz lembrar um lápis

O Dyson PencilVac impressiona pelo design e engenharia: leve, versátil e manobrável.

©Dyson | Fluffy
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Normalmente, no formato dos aspiradores verticais de mão não há muito para inventar. Mas a Dyson, conseguiu inovar.

Este tipo de electrodoméstico costuma ter um cabo longo, uma base com escovas rotativas para apanhar melhor o lixo e um depósito. Do ponto de vista da Dyson havia forma de reinterpretar este tipo de modelo e foi o que a marca fez.

Neste caso, associou-o a outro objecto do dia-a-dia: um lápis (em inglês, ‘pencil’). O resultado é um dos gadgets mais curiosos que tivemos oportunidade de testar nos últimos tempos: com menos de dois quilos, este é um aspirador que troca a habitual sensação de “empurrar” uma máquina pesada pela de usar um equipamento que parece mais uma vassoura altamente tecnológica.

Na verdade, tudo fica concentrado num tubo com cerca de quatro centímetros de diâmetro (a marca quis ter a mesma grossura que os seus secadores Supersonic) por quase um metro de altura, onde a Dyson, vá-se lá saber como, conseguiu integrar o motor, a bateria, o filtro e o depósito. Se fôssemos apenas a avaliar o Pencil Vac pelo aspecto, diríamos mais facilmente que estávamos a ver um aspirador de brincar, mas a ideia muda assim que o ligamos e o pomos ao serviço. ´

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Por ter quatro cilindros revestidos num material “fofo” (giram em sentidos opostos, pelo que podemos aspirar tanto ao empurrar como ao puxar) e pela questão do seu peso-pluma, desliza pelo chão com uma grande facilidade, podemos rodar a parte de baixo a 360 graus e, com a ajuda dos lasers verdes (nos dois lados), é muito fácil ver os detritos que estão no chão, para não falharmos alguma zona ou canto.

Mesmo com apenas 55 W, muito abaixo de outros modelos da marca ou da concorrência, os nossos testes mostraram que o Pencil Vac (499 euros) é eficaz para fazer uma manutenção leve – não será, portanto, aquele aspirador para as missões de limpeza a sério de uma casa grande, embora numa pequena (um T0 ou T1) possa mesmo ser o único de que podemos precisar. Além desta limitação, também notámos perdas de desempenho em tapetes, onde as escovas macias não deslizam (como é óbvio) tão bem como em soalhos ou chão de mosaico.

A abordagem da Dyson, mais a pensar no minimalismo, obrigou a fazer duas cedências: depósito e autonomia. A marca diz que dura meia hora em modo ‘Eco’, mas, se o usarmos com a potência máxima, a bateria esgota-se rapidamente; depois, são apenas 80 ml de volume para guardar lixo (embora ajudado por um sistema de compressão de ar), o que pode ser muito pouco para um aspirador vertical, tendo em conta que podemos apanhar algumas migalhas maiores.

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O Dyson PencilVac impressiona pelo design e engenharia: leve, versátil e manobrável. Não é aquele modelo que vai substituir um mais potente para fazer a lida de casas grandes, mas, sim, uma boa opção para manutenção e/ou apartamentos pequenos com pisos duros. Mesmo com alguns compromissos (a que se junta o preço elevado), é um dos dos modelos mais interessantes e inovadores do momento.

Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].