A peça de Beaumarchais, aqui numa tradução de Luís Miguel Cintra, fica em cena até 6 de Novembro. Aqui, um casamento ameaçado pelos desejos de um conde dá origem a uma sucessão de disfarces, armadilhas e encontros secretos.
Fígaro ajudou o Conde Almaviva a conquistar Rosina em ‘O Barbeiro de Sevilha‘, mas a «gratidão do patrão tem limites». Agora que o criado vai casar com Susana, é o próprio conde quem ameaça os planos do casal. Este conflito está no centro de ‘O Casamento de Fígaro’, a nova produção do Teatro do Bairro, que reúne nove actores numa comédia em que as «diferenças de classe e a autoridade masculina são postas à prova».
Escrita em 1778 por Pierre-Augustin Caron de Beaumarchais, a peça estreou em Paris em 1784, «depois de anos de proibições e censura, cinco anos antes da Revolução Francesa», lembra o Teatro do Bairro. Através da comédia, o autor «confronta os privilégios» da aristocracia com o mérito de quem a serve e dá às personagens femininas um «papel decisivo na resistência aos abusos de poder».
O encenador, António Pires, diz que, ao longo da acção, «criados e mulheres revelam-se mais inteligentes, mais hábeis e, muitas vezes, mais dignos que aqueles a quem a ordem social concedeu autoridade sobre eles». No elenco estão Alexandra Rosa, Carolina Campanela, Dinis Gomes, Francisco Vistas, João Araújo, João Maria, Mário Sousa, Sofia Marques e Vera Moura.
‘O Casamento de Fígaro’ fica em cena de 7 de Outubro a 6 de Novembro, com sessões de Quarta a Sexta-Feira às 21 horas e aos Sábados/Domingos, às 17. A duração é de 130 minutos e os bilhetes começam 15 nos dez euros. Esta peça não deve ser confundida com ‘As Bodas de Fígaro’, uma ópera buffa composta por Mozart em 1785, embora baseada no texto original de Beaumarchais.
















