Quinta da Lagoalva aponta ao Verão com novos brancos, um rosé e a nova edição do Alfrocheiro Biológico (e também houve gelado de azeite)

Se os brancos e este rosé nos mostram a produção mais imediata da Quinta da Lagoalva, o Grande Reserva Biológico Alfrocheiro continua a afirmar-se como um dos seus projectos com mais identidade.

©TRENDY Report | Lagoalva
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No jardim do hotel The One Palácio da Anunciada, em Lisboa, a produtora do Tejo apresentou novos vinhos, sem perder de vista um dos seus projectos mais emblemáticos da casa.

Há uma altura do ano em que os vinhos deixam a adega e começam a ser pensados para as esplanadas, os almoços demorados e os finais de tarde. Foi precisamente este ambiente que a Quinta da Lagoalva (Alpiarça) recriou no seu habitual evento de Verão, onde aproveita para, todos os anos, apresentar novas colheitas.

Além da prova de novos vinhos, foi possível perceber o caminho que a produtora do Tejo tem vindo a seguir. Por um lado, a renovação anual de uma gama de perfil fresco e gastronómico, para os meses mais quentes; por outro, a continuidade de um trabalho de valorização de castas e vinhas históricas, desta vez com a segunda edição do Grande Reserva Biológico Alfrocheiro.

As novidades começam pelos vinhos que devem ocupar um lugar de destaque em almoços de Verão. No Lagoalva Colheita Branco 2025, a casta Fernão Pires continua a assumir o papel principal, lado a lado com a Arinto e a Sauvignon Blanc; o resultado é um vinho de perfil citrino, com notas de fruta tropical.

©TRENDY Report | Lagoalva
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Foi ainda possível provar o Sauvignon Blanc 2025, um monocasta com um perfil aromático mais vincado, onde as notas vegetais se cruzam com fruta tropical. A fermentação em cubas de inox mantém intacto o carácter da casta, dando origem a um vinho fresco, de acidez equilibrada e pensado para acompanhar peixe, marisco ou refeições leves.

A nova colheita do Lagoalva Rosé segue a mesma filosofia. Produzido a partir de Syrah e Touriga Nacional, tem uma cor rosa pálido, aromas de morango e framboesa, de perfil leve, fresco e muito acessível. Neste caso, as uvas são colhidas durante a noite, o que permite preservar os aromas antes da fermentação em inox; bebemos, assim, um vinho descontraído, claramente vocacionado para o Verão.

Se os brancos e este rosé nos mostram a produção mais imediata da Quinta da Lagoalva, o Grande Reserva Biológico Alfrocheiro continua a afirmar-se como um dos seus projectos com mais identidade. Se os brancos e este rosé nos mostram a produção mais imediata da Quinta da Lagoalva, o Grande Reserva Biológico Alfrocheiro continua a afirmar-se como um dos seus projectos com mais identidade. Depois da estreia da primeira edição no ano passado, a produtora apresentou agora a colheita de 2024 de um vinho que continua a ser um «caso singular na região».

A Quinta da Lagoalva recorda que é «proprietária do único monovarietal Alfrocheiro nos Vinhos do Tejo», uma casta presente na propriedade desde 1974. Proveniente de uma vinha com cerca de cinquenta anos, este Grande Reserva Biológico resulta de uvas «seleccionadas manualmente em pequenos talhões, fermenta em lagares de inox e estagia durante catorze meses em barricas de carvalho francês». O resultado traduz-se num vinho de grande complexidade, onde se destacam os aromas de especiarias, cereja, ameixa, bosque e folhas de tabaco.

©TRENDY Report | Lagoalva
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Embora o foco deste evento de Verão tenha incidido nas novas colheitas e no Alfrocheiro Biológico, houve ainda espaço para recordar a aposta da Quinta da Lagoalva nos espumantes (foto em cima). À prova estiveram a nova colheita do Pet Nat, o Espumante Reserva Bruto e a estreia do Dona Isabel Juliana Grande Reserva Bruto, nova referência de topo da casa, produzida pelo «método tradicional e sujeita a 36 meses de estágio sobre borras antes do dégorgement».

Esta viagem pelas novidades da produtora de Alpiarça terminou fora do universo do vinho, embora sem sair da produção agrícola da Lagoalva. O Azeite Virgem Extra, obtido a partir de «oliveiras centenárias» das variedades Frantoio e Moraiolo, foi servido numa prova acompanhada por um gelado feito com o próprio azeite, que acabou mesmo por ser uma das surpresas da tarde.

As novas referências já se encontram à venda com preços que começam nos 5,49 euros para os Lagoalva Colheita Branco e Rosé 2025 e sobem aos 6,99, no caso do Sauvignon Blanc. Nos espumantes, o Pet Nat custa 10,90 euros e o Reserva Bruto 12, enquanto o novo Dona Isabel Juliana Grande Reserva Bruto assume o lugar de topo da gama, com um PVP recomendado de 37,90 euros. Já o Grande Reserva Alfrocheiro Biológico chega por 29,90euros e o Azeite Virgem Extra da Quinta da Lagoalva está disponível por 8,99.

Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].