Na flagship store Minotti de Lisboa, a QuartoSala mostrou a sua visão da mais recente colecção da marca italiana, muito marcada por sofás volumosos e moduláveis.
Entrar no mundo da Minotti, no Chiado, é perceber de imediato que não se trata de uma loja convencional. A apresentação da Colecção 2025, aqui com curadoria da QuartoSala, confirmou esta impressão: há grandes sofás modulares a dominar o espaço, um destes com um preço de 32 mil euros (imagem em baixo).
O luxo, aqui, mede-se em escala, matéria, detalhe e… na ausência de stock. «Cada peça é produzida à medida do cliente, podem escolher quase tudo, da cor aos materiais», sublinharam os responsáveis da QuartoSala, que assinam a selecção das peças da marca italiana de superluxo que vimos na loja.

«A Minotti tem uma identidade única e incontornável na história do design. O nosso trabalho com a marca assenta numa proximidade e confiança construídas, com valores partilhados: o rigor, a excelência, a atenção absoluta ao detalhe», afirmam Pedro d’Orey e Clemente Rosado, sócios da QuartoSala.
Apresentada pela primeira vez em Milão, no Salone del Mobile, a Colecção 2025 resulta da colaboração com cinco designers internacionais. No Minotti Pavilion, a marca criou um percurso com cinco cenários distintos, cada um com linguagem própria. Em Lisboa, esta pluralidade mantém-se, mas «filtrada» pelo olhar da QuartoSala.
Entre as peças em destaque estão o sofá Bézier e a mesa de refeição Linha Livre, com um tampo de mármore de quatro metros, assinados por Marcio Kogan e pelo Studio MK27; a mesa de centro Andrée, de Hannes Peer, inspirada na «arquitectura milanesa dos anos setenta»; a mesa de apoio Nastro; e as poltronas Laurel, da autoria de Giampiero Tagliaferri.

Mesmo nos modelos mais pequenos de mobiliário, há uma sensação comum de volumes amplos, texturas densas e um equilíbrio entre conforto e precisão. Durante a nossa visita à loja, percebemos que a Minotti mantém um posicionamento de exclusividade absoluta: produção personalizada, acabamentos escolhidos ao detalhe e uma abordagem que liga a herança dos anos setenta à sofisticação contemporânea.


















