As colunas de som costumam focar-se mais na qualidade do áudio que no espectáculo de luz. A JBuds Go Party foge um pouco a esta tendência e deixou-nos intrigados.
Ponto assente: a Go Party não quer ser subtil. Esta não é a típica coluna que assume o formato cilíndrico e fica num canto a dar música; a marca criou-a para chamar a atenção: é volumosa, robusta e tem, no topo, um sistema de iluminação RGB.
Para usar ao ar livre, de dia, o efeito passa despercebido e torna-se mais um gimmick que outra coisa. Mas, mesmo à noite, a potência luminosa desta coluna também não é muito impressionante. O RGB nota-se, não há dúvida quanto a isso, mas precisamos de ter uma sala mais escura para que esta coluna brilhe.
Como a JLab dá a possibilidade de emparelhar com outro modelo igual (na verdade, podemos ter cem colunas ligadas em rede, o que nos iria custar… 4900 euros, impensável), talvez aqui o impacto seja maior, quer em termos de luz, quer de som.
E dizemos “quer de som” porque o desempenho de áudio da JBuds Party não nos surpreendeu. Os seus 10 W já não prometiam muito e o teste confirmou isso mesmo: falta profundidade e, para usar uma metáfora, autoridade aos graves. Em músicas mais exigentes, sentimos uma evidente falta de detalhe e definição.
Em ‘Greyhound’, dos Swedish House Mafia, o “drop” perde aquele murro no peito que transforma a faixa num momento explosivo; quando pusemos ‘Humble’ (Kendrick Lamar), o som de sub-grave típico da drum machine Roland TR-808, forte e pulsante, que dá peso e agressividade à faixa, também se esbate.
Experimentámos ainda ‘Hysteria’, dos Muse, com resultados idênticos: a linha de baixo, praticamente a espinha dorsal da música, soa menos densa e menos dominante. Já na banda sonora de Dune, onde os graves criam tensão e atmosfera, a ausência de profundidade reduziu a imersão.
Isto leva-nos a concluir que a Go Party (49,99 euros) é mais uma coluna para momentos descontraídos, para pôr uma banda sonora de fundo sem muitas exigências, que para dar aquele toque enérgico a uma festa de piscina ou de aniversário, durante uma tarde toda. No total, são cerca de dez horas de autonomia, o que nos pareceu pouco para uma coluna destas dimensões, mas se as luzes estiverem desligadas será normal conseguir um pouco mais.
Mas, se tirarmos partido do RGB, a JBuds Party também acaba por perder autonomia e deixar de nos dar aquela duração que, mal ou bem, é muito da alma deste modelo. O som podia ter merecido mais cuidado da marca, mas pode ter sido uma concessão a fazer para ter esta coluna (muito) abaixo dos cem euros.


















