Aberto desde Dezembro, o primeiro Residence Inn by Marriott da Península Ibérica convida a fugir à escapadinha tradicional de duas noites. O «ideal é ficar pelo menos sete dias» dizem os responsáveis.
Ser uma casa longe de casa: é este o principal objectivo da nova unidade gerida pelo grupo Estoril Living, o Residence Inn Lisboa by Marriott, mesmo ao lado do Campo Pequeno e de uma das vias mais agitadas da cidade, a Avenida da República.
A proposta é clara e «ainda rara» em Lisboa: um alojamento de dezasseis pisos pensado de raiz para estadas prolongadas com 71 apartamentos: 61 estúdios e 10 unidades one bedroom. As áreas variam entre os «28 e os 40 metros quadrados» e foram pensadas para «até duas pessoas e uma criança».
Todos os apartamentos incluem uma (mini) cozinha «totalmente equipada», mesa de trabalho e zona de refeições, tudo elementos-chave para quem fica mais do que alguns dias e precisa de uma rotina mais funcional.

O objectivo é «dar liberdade» aos hóspedes para fazer uma vida como se «estivessem em casa», diz Henrique Tiago Castro, COO de marcas internacionais da Estoril Living, que fez de cicerone durante a visita que tivemos oportunidade de fazer ao Residence Inn Lisboa by Marriott.
«Somos, neste momento, o único grande grupo internacional com esta oferta em Lisboa», sublinhou o mesmo responsável, como que a apontar para uma lacuna, naquele que é um «segmento ainda pouco explorado» na capital. A vocação para estadias longas reflecte-se nos números partilhados pelos responsáveis durante o evento de apresentação deste aparthotel.
A permanência média situa-se entre cinco e sete dias, embora Cláudia Gomes, directora-geral desta unidade, dê como exemplo teórico um «consultor de uma grande empresa que tenha um projecto de um mês» em Lisboa. Depois, quanto maior a duração da estada, maior é o desconto, que «pode chegar aos 20%». Os preços médios andam entre os 120 e os 160 euros por noite, mas podem chegar aos 300 euros em época alta, ressalva Cláudia Gomes.
Nas áreas comuns, o Residence Inn Lisboa by Marriott tem um ginásio, uma lavandaria self-service (ainda não activa) e uma zona de refeições onde é servido o pequeno-almoço, assegurado pela padaria francesa Marie Blachère.

Este espaço integra ainda um conjunto de soluções self-service disponíveis 24 horas por dia: uma máquina de vinho a copo, outra de cerveja Super Bock e dois armários inteligentes da portuguesa Sensei com refeições e bebidas, onde o pagamento é feito directamente com cartão bancário ou telemóvel.
Pensado para quem quer “viver” temporariamente em Lisboa, e não apenas “dormir” na cidade, o Residence Inn acaba por se posicionar num nicho onde a concorrência ainda é curta e «bem identificada», descreve Henrique Tiago Castro: os apartamentos do grupo Upon, junto ao Estádio da Luz; o Locke Santa Joana, na zona do Marquês de Pombal; e o Wilde Aparthotels, na Avenida da Liberdade.
Com um mês de operação, os primeiros indicadores parecem ser positivos: a taxa de ocupação rondou os 40%, com previsão de subida para «50% em fevereiro». O plano de expansão da marca Residence Inn by Marriott (que também pode ser usada com o programa de fidelidade Bonvoy) já está definido: o próximo em Portugal será em Cascais, com abertura prevista para o «segundo semestre deste ano», garante o COO da Estoril Living.


















