Entrar no cockpit de um Mazda MX-5 é esquecer tudo aquilo a que estamos habituados num automóvel “normal” – da tecnologia ao conforto. Aqui tudo leva uma volta de 180 graus.
O Mazda MX-5 é daqueles automóveis que dispensa apresentações – basta dizer que é habitualmente (e reconhecidamente) referido como o ‘roadster mais vendido do mundo’.
Resistente à transformação em eléctrico (nem isso seria muito prático, devido à relação entre dimensões e a inclusão de uma bateria que lhe desse uma boa autonomia), este modelo fica como uma espécie de escape para quem (ainda) quer experimentar uma condução à antiga.
Aliás, e começamos mesmo por aqui, depois de carregarmos no botão Start/Stop deste Mazda e fazermos os primeiros metros, lembrámo-nos de uma cena de ‘Top Gun: Maverick‘ em que o almirante Chester “Hammer” Cain (Ed Harris) diz à personagem interpretada por Tom Cruise que tem os dias contados: «O futuro está a chegar e você não faz parte dele. O fim é inevitável, Maverick. A sua espécie está a caminho da extinção».

Calmíssimo, Pete ‘Maverick’ Mitchell diz: «Talvez, mas não vai ser hoje». Este pedaço de diálogo assenta que nem uma luva a um MX-5 a gasolina e com caixa manual: pode não fazer parte do futuro e estar a caminho da reforma, mas não vai ser já. Pelo menos, enquanto houver fãs de uma experiência de condução que não passa por apenas carregar e levantar o pé do acelerador.