Num momento em que ainda não há luz ao fundo do túnel sobre a continuação dos filmes James Bond na era pós-Daniel Craig, há uma mudança importante no universo 007.
A saga James Bond atravessa um momento decisivo, tanto no que diz respeito à sua gestão criativa, quanto à disputa legal em torno do uso do nome do espião criado por Ian Fleming no final dos anos 50. A Amazon MGM Studios, formada após a compra do estúdio-mãe de 007 pela gigante do e-commerce em 2021, vai passar a ter controlo criativo total sobre este universo.
Desde ‘007 – No Time to Die‘, o último filme com Daniel Craig, a saga James Bond entrou em “hibernação”. Os produtores Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, que estão à frente da série desde ‘007 – GoldenEye’ (1995), nunca tomaram uma decisão clara sobre o rumo a tomar.
Agora, quase três anos depois de No Time to Die ter “morto” a versão James Bond de Daniel Craig, os dois produtores chegaram a acordo com a Amazon: a partir de agora, é esta empresa que passa a decidir tudo sobre os próximos filmes.
Assim, é de esperar que, ainda este ano, haja novidades sobre a escolha do próximo actor que vai encarnar James Bond no cinema; contudo, tendo em conta a força que a Amazon tem nas séries, não seria de todo inusitado que fosse criada uma dedicada a 007, com os filmes a ficarem em stand-by por mais alguns anos.
Lembre-se que, há sensivelmente um ano, houve notícias que davam Aaron Taylor-Johnson como certo neste papel; mais recentemente, em Novembro, Barbara Brocolli tinha feito o perfil do próximo actor em entrevista à Associated Press: «Será um homem, na casa dos trinta anos e não é obrigatório que seja branco. Quem for o escolhido, terá de fazer filmes durante, pelo menos, dez anos».


















