Tree-Kånken: usámos a nova mochila sustentável da Fjällräven durante dois meses

©TRENDY | Kanken Pine Weave
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O design das Kånken fez marcha-atrás e voltou a adoptar o traço dos modelos originais. Há pontos a favor e contra nesta nova abordagem sustentável da marca sueca.

As mochilas Kånken tradicionais não são confortáveis, não são especialmente boas a proteger o que pomos lá dentro, nem muito felizes em arrumação tornaram-se. Ainda assim, há um apelo especial neste produto que o tornou um ícone da cultura pop.

A Kånken tornou-se uma love brand e as mochilas num acessório de moda ligado a alguma exclusividade – este último ponto devido ao preço, que pode ser considerado exagerado para muitas bolsas.

Pine Weave vs. vinylon

No Verão deste ano, a marca sueca lançou um novo modelo Kånken e deu-lhe um ADN mais sustentável – em vez do vinylon, a Tree-Kånken usa apenas uma fibra feita a partir de fibras de madeira, a Pine Weave. Isto significa que também não tem as pegas em pele, da Kånken No.2.

Esta é uma mudança que não passa despercebida: este modelo tem um toque diferente das Kånken clássicas, um tecido mais áspero, mas que ao mesmo tempo parece mais resistente. Por exemplo, tivemos a percepção de que, num dia de chuva, as Tree-Kånken são mais à prova de água que os outros modelos.

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©TRENDY | A Tree Kanken continua a dar acesso fácil ao que está no interior.

As alças continuam a ser finas e com algumas limitações de ajuste, tal como a versão clássica, mas dão mais soluções de transporte, pelo facto de percorrerem a base e a parte frontal da mala – por exemplo, podem servir para levar uma toalha de piquenique ou de praia enrolada.

A bolsa frontal é para abrir com cuidado

Para arrumar os nossos objectos, continua a haver dois bolsos laterais que continuam a ser fundos, mesmo à medida de garrafas de água pequenas, mas que se tornam uma solução mais desajustada para arrumar pequenos objectos, uma vez que depois pode ser complicado retirá-los de forma rápida.

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©TRENDY | A bolsa frontal, por ter um fecho de cima a baixo, pode ficar demasiado exposta e promover quedas de objectos.

A bolsa frontal, que agora tem um fecho vertical, que ocupa toda a frontal da mochila, também nos deixou um sentimento agridoce: como este fecho está colocado de cima a baixo, sem uma zona mais protegida, pode “promover” a queda de alguns acessórios que guardamos aqui – foi o que nos aconteceu algumas vezes com cadernos, canetas e lápis.

Cuidado com os computadores

No interior, temos apenas o já habitual bolso para guardar um computador portátil – o máximo que conseguimos foi um MacBook de 15 polegadas. No entanto, e pelo facto de não haver uma protecção almofadada (temos apenas um bloco em espuma que vem com a mala e que deixámos ficar, por salvaguarda), o melhor é usar uma bolsa se quiser levar o computador nesta Kånken.

Com este novo design e abordagem, a Kånken continua a manter o seu traço minimalista, mas há algumas concessões a fazer, nomeadamente em termos de conforto, por causa das alças, e de transporte de objectos mais sensíveis.

As Tree-Kånken custam 129,95 euros e podem ser compradas na loja online da Fjällräven.

Ricardo Durand
Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].