A 27.ª edição decorre de 1 a 11 de Outubro em três salas da capital; além disto, passa também por mais de quinze cidades, até ao final de Novembro.
Quase dois meses depois de a edição de 2026 ter sido anunciada, a Festa do Cinema Francês anuncia, agora, a programação. O destaque vai para histórias de resistência na Segunda Guerra Mundial e para as relações contemporâneas no Congo, no Quebec e no Gana.
A abertura está marcada para 1 de Outubro, às 21 horas, no São Jorge, com a estreia nacional de ‘De Gaulle: Resistência‘, de Antonin Baudry. Simon Abkarian interpreta o líder francês, numa narrativa que «começa com a sua partida para Londres, em Junho de 1940, e a batalha política pela França Livre». O festival exibe também ‘De Gaulle: Liberdade’, a segunda parte do díptico baseado na biografia de Julian Jackson, que retoma a história em 1942 e termina com a libertação de Paris e o regresso do general a França, em Agosto de 1944.
Uma das novidades é o alargamento da ‘Secção Competitiva’ a todo o território francófono, com seis primeiras e segundas obras na disputa pelo Prémio de Melhor Filme. A selecção inclui ‘Congo Boy’ (Rafiki Fariala), uma co-produção da República Centro-Africana e da República Democrática do Congo; ‘Du Fioul Dans les Artères’ (Pierre Le Gall), sobre uma «história de amor entre dois camionistas»; e ‘Adieu, Monde Cruel’ (Félix de Givry), «centrado na fragilidade adolescente».
Completam a competição ‘L’Espèce Explosive’ (Sarah Arnold), que «combina investigação policial, ambiente rural e humor negro»; ‘Paradise’ (Jérémy Comte), que liga Accra ao Quebec através de temas como a «solidão e a sedução online»; e ‘La Frappe’ (Julien Gaspar-Oliveri), um «drama familiar sobre o trauma e o silêncio».
A Festa do Cinema Francês associa-se ainda a ‘O Lado BB’, a retrospectiva da Cinemateca dedicada a Brigitte Bardot, com quase vinte filmes, a partir de 1 de Outubro. O ciclo dá a conhecer «diferentes facetas» da carreira da actriz, «além da imagem de símbolo sexual». Aqui, vamos poder ver filmes como ‘Et Dieu… Créa la Femme’ (1956, de Roger Vadim) e ‘Le Mépris’ (1963, de Jean-Luc Godard). Todos os detalhes sobre a edição de 2026 deste festival estão aqui.















