Esta marca portuguesa, criada no Verão de 2025, tem um conceito inspirado no estilo ‘Americana’ dos anos sessenta e aposta num menu simples e fresco.
O Pow Chick’s nasceu em 2025 como uma dark kitchen em Alvalade, focada apenas em entregas através da Uber Eats, que ainda hoje se mantém como parceiro exclusivo de delivery. Menos de um ano depois, a marca já conta com dois espaços físicos: um nas Avenidas Novas, entre o Saldanha e Entrecampos; e outro no Estoril, junto ao Centro de Congressos (ambos com esplanada).
Para Abril, está já confirmada a abertura do terceiro restaurante: será na Graça, a 5 de Abril, no espaço onde estava a pizzaria Little Caesars. Afonso Torres, representante da marca, falou com o TRENDY Report durante um almoço (que serviu, sobretudo, para experimentar o menu) e não escondeu a ambição do Pow Chick’s.

«Queremos massificar a marca e alargar a cobertura em Lisboa. Temos planos muito agressivos para a segunda metade de 2026 e, no espaço de dois a três anos, prevemos abrir entre vinte a trinta lojas». A estratégia passa, assim, por crescer rapidamente, mas sempre com «identidade gastronómica bem definida e de qualidade».
Os restaurantes seguem uma estética inspirada no estilo ‘Americana’, clássico dos anos 60, dominado pelas cores da bandeira dos EUA: «Quisemos dar imagem clean e leve: o azul passa confiança e o branco, limpeza», explica Afonso Torres. Já o menu (pode ver aqui), em vez de se perder em dezenas de opções, é curto e focado no essencial: sanduíches de frango frito e alguns acompanhamentos.
Na base de tudo, estão coxas de frango (mínimo de 130 gramas) «marinadas durante 24 horas em buttermilk e especiarias, num estilo inspirado na Louisiana». Depois, a fritura e preparação de todos os pratos e ingredientes é feita de forma «100% artesanal, sempre por humanos», brinca Afonso Torres.
Há ainda uma parceria com a Heinz para os molhos, enquanto as batatas chegam da Holanda, «frescas e sem qualquer cobertura de amido» — são onduladas, num claro throwback ao formato muito popularizado nos anos noventa. Para acompanhar, a casa serve a cerveja norte-americana Coors Light, que Afonso Torres diz ser uma «raridade» em Lisboa.

Os bestsellers do restaurante são três, com o The Pow Chick’s à cabeça: esta será a opção mais equilibrada da carta, com um frango suculento e crocante a casar com o cheddar, o bacon e o molho da casa, num conjunto consistente e que faz lembrar muito o sabor clássico do fast food.
Já o Hot Honey Chicks acrescenta uma dimensão agridoce ao menu, com mel apimentado que não se sente logo e que vai ganhando dimensão ao longo de cada dentada. Finalmente, o Chili Chicks aposta numa abordagem mais directa, com os jalapeños a trazerem picante e frescura — foi o nosso preferido.
Nos acompanhamentos, servidos em doses de seis unidades, há também uma homenagem aos sabores americanos e tex-mex. Os nuggets da casa são os Pow Chicken Bites: destacam-se pela textura e pelo sabor fresco, muito longe do perfil mais industrial de cadeias como o KFC, com um interior suculento e uma fritura leve.

As Mac and Cheese Balls cumprem, mas não têm o sabor esperado e intenso do queijo, embora o recheio seja cremoso; os Jalapeño Cheese compensam esta falha das bolinhas, com picante q.b. e um queijo derretido de lamber os dedos. Para terminar a refeição, deixamos um aviso: há apenas duas cookies (morango e chocolate) e ambas extremamente doces.
O mesmo aplica-se ao milkshake de chocolate, para nós impossível de beber devido às elevadas quantidades de açúcar. O facto de não haver café — até podia ser o tradicional, de cafeteira de filtro, que vemos nos diners de Nova Iorque dos filmes — é uma falha difícil de ignorar.


















