Os pratos que o Kin lançou para celebrar o Ano Novo chinês passaram a fazer parte do menu do restaurante; este foi o pretexto para voltarmos à sua sala intimista e “dragonada”.
Como aconteceu com vários restaurantes asiáticos, o Kin foi um dos que celebrou a entrada no ano do Cavalo de Fogo Yang com pratos especiais. Contudo, o normal seria que fossem limitados e saíssem de cena pouco tempo depois — mas não aqui. Depois da festa, estas opções passaram a fazer parte do menu permanente.
Foi com este cenário gastronómico em pano de fundo que jantámos no Kin para conhecer as novidades que o Kin estreou no Ano Novo chinês. A primeira conclusão é simples: o restaurante mantém o mesmo ADN, com um ambiente intimista, luz baixa, confortável e uma decoração que evoca ruas e pequenos restaurantes asiáticos. O icónico dragão de papel que paira sobre as mesas continua a ser a imagem de marca.

Na cozinha, o Kin continua a levar-nos numa viagem por várias geografias asiáticas, sem rigidez, embora sem um conceito de partilha tão vincado como noutros restaurantes deste tipo. Nos pratos que experimentámos, as doses estão muito contidas e chegámos mesmo a provar um cocktail (Oichi Misu — soju de uva com licor de ameixa, gin, sumo de maracujá, limão e hortelã) numa espécie de tacinha de prova de azeite que, por 11 euros, se torna inadmissível.
Passando para a comida, o Kin continua a justificar o título de ser um dos mais autênticos dentro do seu género, a par com o Soi. Aqui, continuamos a encontrar um menu extenso, mas equilibrado, com os principais clássicos da cozinha asiática, dos ramens às gyozas, passando pelos baos, tom yums e nasi gorengs com várias proteínas.
Uma das melhores e mais simples entradas é o Feijão Edamame cozido e servido apenas com sal — simples e directo. Juntámos-lhe uma cerveja gelada Kirin, para ficar com o estômago bem preparado para receber o “desfile” de pratos que estavam convocados para experimentar o novo menu.

As Chamuças de Vegetais, uma das novidades, mostram uma abordagem mais apurada de especiarias, com o caril vermelho e tofu a dar corpo e textura ao recheio. Já as Gyozas Vegetarianas seguem uma linha mais equilibrada, com kimchi e soja a dominar os sabores. O Bao de Pato apresentou-se com uma textura macia, embora o recheio precisasse de mais tempero.
Com a sopa Wanton, aqui na sua versão de porco com caldo de frango, voltámos às porções que sabem a pouco. Ainda assim, e como é característico deste prato, o caldo é reconfortante e capaz de rivalizar com uma clássica canja portuguesa. O parto da noite foi, contudo, o Frango Popcorn, com uma textura crocante, com um molho sweet chilli que equilibra o picante com uma nota adocicada. A crítica é a mesma: dose curta que faz desaparecer tudo muito rápido do prato.
Para terminar, um Sake no Teriyaki (uma pequena tranche de salmão servida com couve pac choy, courgette, ervilhas com arroz de coco, gengibre e citronela) e uma das sobremesas emblemáticas do Kin, o suave Tiramisú de Matcha.

Este foi mesmo o ponto final de uma viagem que acabou por (re)afirmar o Kin como um dos bons e mais cosmopolitas destinos gastronómicos do Martim Moniz, onde só pedíamos mais atenção às doses servidas — noutros restaurantes idênticos, os chefs são muito mais generosos. As reservas podem ser feitas pelo 215 881 322 ou via The Fork (há 50% de desconto até 10 de Abril).


















