Pixel 10a: experimentámos o smartphone que é um bilhete low-cost para entra no universo Google

Para quem já tem um Pixel recente, as diferenças são demasiado pequenas e é impossível recomendar este modelo.

©TRENDY Report | Pixel 10a
©TRENDY Report

O Pixel 10a mantém praticamente o mesmo hardware do modelo anterior. Aposta, sobretudo, em pequenas melhorias e novas funções de IA.

Era uma situação para a qual já tínhamos dado conta na nossa “irmã” PCGuia: o novo modelo low-cost da Google não vinha com muitas mudanças em relação ao Pixel 9a. Processador, câmaras, memória, conectividade geral e bateria são uma cópia do modelo de 2025.

Neste Pixel, a Google fez mudanças cirúrgicas e evitou um corte profundo com a geração anterior. Por exemplo, o 10a é ligeiramente mais compacto (-0,8 x -0,3 mm), 0,1 mm mais espesso e três gramas mais leve que o 9a. Outro elemento que muda pouco é o ecrã: de 2700 nits de brilho de pico, passa para 3000. O módulo de câmaras deixa ainda de estar saliente e passa a estar totalmente à face da traseira.

Por falar em câmaras, na fotografia a história repete-se. O Pixel 10a vem com exactamente o mesmo conjunto de sensores: uma câmara principal de 48 MP, uma ultra grande angular de 13 MP e uma frontal também de 13 MP. Na prática, as fotos são praticamente indistinguíveis das captadas pelo Pixel 9a, com limitações evidentes no zoom, já que continua a faltar uma teleobjectiva.

Em termos de carregamento, também há mudanças a assinalar: o 10a tem 30 W com fio e 10 W por indução, contra os 23 W e 7,5 W do 9a. Com a cor e o preço da versão de 256 GB, chegam ao fim as alterações visíveis de um Pixel para o outro. Em vez de Íris (azul), Peónia (rosa) e Porcelana (branco), o 10a vem em Neblina (verde claro), Framboesa (vermelho claro) e Lavanda (lilás claro). O Pixel 10a com mais armazenamento fica ainda quarenta euros mais caro que o 9a respectivo: de 619 passou para 659 euros.

Para nós, a grande aposta da Google volta a ser o software. Este smartphone foi reforçado algumas funções de IA vindas dos modelos mais caros, como o ‘Camera Coach’, que sugere enquadramentos ao utilizador, e o ‘Auto Best Take’, que selecciona automaticamente a melhor expressão numa fotografia de grupo. A esta nova “receita”, a Google junta outros “ingredientes” já nossos conhecidos: o Magic Eraser, o Magic Editor e o Circle to Search continuam a ser alguns dos pontos fortes da experiência com os smartphones Pixel.

©Google | Pixel 10a
©Google

O Pixel 10a parece mais um reforço da estratégia da Google para o segmento médio que uma verdadeira nova geração. Para quem já tem um Pixel recente, as diferenças são demasiado pequenas e é impossível recomendar este modelo.

Contudo, para quem quer um bilhete low-cost para entrar no universo Google Gemini (559 euros) e a promessa de sete anos de actualizações são argumentos fortes. E é preciso lembrar que, até 18 de Março, quem comprar este modelo na loja da Google recebe grátis uns auscultadores Pixel Buds 2a, que custam 149 euros.

Começou no jornalismo de tecnologias em 2005 e tem interesse especial por gadgets com ecrã táctil e praias selvagens do Alentejo. É editor do site Trendy e faz regularmente viagens pelo País em busca dos melhores spots para fazer surf. Pode falar com ele pelo e-mail [email protected].