Como é que a perfuração offshore está mais limpa (e segura) que nunca

por • 2 Março, 2019 • PublirreportagemComentários fechados em Como é que a perfuração offshore está mais limpa (e segura) que nunca461

A indústria do gás e do petróleo não têm propriamente uma boa reputação.

A perfuração offshore, especialmente, é frequentemente criticada pelas várias formas de poluição que cria, assim como os derramamentos catastróficos que pode causar em vários sítios, desde o Kuwait até à costa norte de Portugal.

Conservação e outros grupos ambientais por todo o mundo têm trabalhado durante anos para mudar a indústria e, enquanto ainda há progresso a ser feito para “recuperar” a sua reputação, estamos a começar a observar um compromisso por parte das empresas do petróleo e até mesmo startups de tecnologia para práticas de perfuração mais limpas e seguras.

A tecnologia está a ajudar a reduzir a pegada ambiental da indústria do gás e do petróleo

A extracção tradicional e os métodos de produção contribuem (e bastante) para a emissão de metano e outros poluentes. Felizmente, tal como a tecnologia está a revolucionar outras indústrias, incluindo fabricação, minas e até retalho, está também a revolucionar a indústria do gás e do petróleo.

Hoje em dia, grandes empresas como a Australis, Oil and Gas já adotaram inovações cleantech, o que leva a uma adoção mais rápida de medidas sustentáveis no geral.

Talvez a maior maneira pela qual as companhias de petróleo se estejam a tornar mais ecológicas é através do corte na utilização de água potável.

Não entraremos em grande detalhe sobre como a água é usada na extração de petróleo, exceto para dizer que a água é utilizada para separar o petróleo cru de outros elementos na areia do petróleo e que centenas de milhões de barris são usados ​​todos os dias neste processo de extração.

Embora a indústria do gás e do petróleo tenha feito grandes progressos na reciclagem da água utilizada – entre 80 e 95% da água é reciclada- ainda há passos que podem ser tomados para reduzir o seu uso desde o início.

Por exemplo, a Imagenia está a utilizar a inteligência artificial para ajudar companhias a produzir energia sem utilizar água potável e sem emissões tóxicas ou poluir o ar. Os dados também serão fundamentais na redução da pegada de carbono da indústria do gás e do petróleo.

Segundo a McKinsey, as plataformas de petróleo estão a operar com apenas 77% do seu potencial. Isto significa que analisar (e corrigir) processos através de análise, da ciência de dados e do poder de computação, a sustentabilidade pode ser certamente melhorada.

Padrões da indústria são criados para incentivar a segurança

As plataformas de petróleo nunca foram consideradas sítios seguros de trabalho. Contudo, nas últimas décadas, esta indústria tem feito grandes esforços para melhorar as condições de segurança e tem feito rigorosas avaliações de risco das instalações offshore.

Isto, obviamente, começa com unidades de perfuração offshore móveis que sejam seguras, eficientes e confiáveis, cabos intrinsecamente seguros, tubulações, terminais e centenas de outras peças importantes de equipamento.

Contudo, adoptar uma “cultura de segurança” é essencial para motivar uma perfuração segura, e os críticos das empresas de petróleo têm perguntado como é que uma cultura de segurança no gás e no petróleo pode ser melhorada desde os primeiros grandes derramamentos de petróleo nos anos 80.

A automatização pode ser essencial e as possíveis aplicações de perfuração são infinitas, incluindo operações diárias de perfuração, diagnósticos e inspecção, sistemas de monitorização de tempo, pressão e fluxo. A automatização não só previne acidentes no trabalho, mas também ajuda a tornar esta indústria mais eficiente no geral.

Claro que mesmo com as perfurações offshore sendo mais ecológicas e seguras do que nunca, as batalhas por zonas protegidas continuam. Em Novembro do último ano, a Galp-Eni cancelou planos de perfuração de petróleo depois de ONG ambientais nacionais terem lutado e vencido o caso em tribunal.

Nos Estados Unidos, grupos de interesse continuam a rejeitar e a lutar contra os planos do presidente Trump de expandir perfurações offshore que podem afectar 68 parques nacionais.