Icobrain CUF

Icobrain é a tecnologia da CUF que inova na área da esclerose múltipla

por • 28 Agosto, 2019 • High-Tech, Made in Portugal, Saúde, TRENDY Best OfComentários fechados em Icobrain é a tecnologia da CUF que inova na área da esclerose múltipla912

O departamento de Imagiologia do Hospital CUF Infante Santo anunciou aquele que será o primeiro método de «quantificação de imagem em Ressonância Magnética aplicada à esclerose múltipla e às demências».

A base é a Inteligência Artificial e o software chama-se Icobrain. Com este novo procedimento tecnológico e médico, o Hospital CUF Infante Santo consegue dar um passo em frente para detectar «precocemente pequenas novas alterações nos doentes com esclerose múltipla».

Segundo a CUF, esta doença «neurológica crónica, que afecta o sistema nervoso central, surge habitualmente na terceira década de vida, com o dobro da frequência no sexo feminino».

O departamento de imagiologia desta unidade de saúde de Lisboa usa a tecnologia do Icobrain para fazer a «quantificação de imagem em ressonância magnética aplicada à esclerose múltipla e às demências».

Tiago Baptista, neurorradiologista na CUF Infante Santo explica o que havia antigamente: «Até agora fazíamos uma avaliação semiqualitativa, visual; comparávamos os exames antigos e recentes, e tentávamos perceber se tinha ocorrido uma modificação em número ou em volume das lesões cerebrais e, assim, identificar o agravamento da doença».

O facto de esta ser uma «validação morosa» e «passível de não ser correcta» fez com que houvesse necessidade de inovar. «O novo algoritmo supera este risco e acelera o processo: analisa as imagens obtidas através da ressonância magnética e vai precisar, numericamente, se há actividade da doença, ou se, por outro lado, as lesões estão estáveis», explica Tiago Baptista.

A mudança de abordagem ao acompanhamento da doença também é uma das vantagens trazidas pelo Icobrain: «Se um doente apresenta um exame estável ao longo do tempo, tendemos a manter a terapêutica. Por outro lado, se se verificar uma alteração no volume e no número de lesões, significa que a terapêutica instituída pode não estar a ser eficaz e, assim, é possível ajustar a terapêutica mais precocemente».

Este software que recorre a inteligência artificial para fazer diagnósticos e acompanhamento de doenças está disponível, para já, na CUF Infante Santo, mas, segundo o hospital também pode ser pedido pelos médicos da CUF Descobertas.

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