IQOS Technovation Tommaso

Se fumar, deixe; se não deixar, mude: este é o mantra da PMI e da alternativa de tabaco aquecido IOS

por • 6 Junho, 2019 • Reportagem Trendy 📷Comentários fechados em Se fumar, deixe; se não deixar, mude: este é o mantra da PMI e da alternativa de tabaco aquecido IOS562

E ainda se pode juntar, se não fumar, não comece. A PMI já a reforçar a importância que sistema de tabaco aquecido IQOS tem para fazer acabar com o tabaco convencional e junta dados científicos para convencer os clientes.

Falar de tabaco e da promoção de novas formas de consumir este produto é sempre complicado; quem o faz é visto como “comprado” pelas marcas, mas a verdade é que este é um assunto que merece tratamento jornalístico sério e independente como qualquer outro:

É natural, contudo, que tenhamos de dar o ponto de vista das empresas que comercializam os novos produtos de tabaco, onde está a PMI e o seu sistema IQOS. Assumimos que, aqui, possa faltar o contraditório de um especialista médico, mas este não é também um artigo em que isso seja o foco: trata-se, na essência, de uma reportagem feita num local.

Foi para conhecer a realidade e o trabalho que a empresa está a fazer para convencer os fumadores convencionais, que não conseguem deixar o tabaco a fazer a mudança, que aceitámos o convite da PMI para ir até Neuchatel (Suíça) à conferência Technovation Unsmoke e conhecer a fábrica onde são feitos os Heet Sticks, ou seja, o produto de tabaco de risco reduzido usado no IQOS.

A Technovation reuniu vários responsáveis da marca que promoveram os benefícios em fazer esta transição, embora sempre com uma ideia principal: o melhor é sempre deixar de fumar e o IQOS não é um produto para ser vendido indiscriminadamente a qualquer pessoa.

Neste ponto, a PMI (Tabaqueira, em Portugal) tem uma política muito clara: o IQOS só deve ser vendido a quem já fumava tabaco convencional e não como uma porta de entrada para começar a consumir.

Boas Práticas IQOS

É claro que, da teoria à prática, vai uma grande distância. Apesar de a Tabaqueira ser intransigente em Portugal nesta ideia, é muito simples entrar numa tabacaria ou numa bomba de gasolina e comprar uma máquina IQOS sem que os vendedores nos perguntem sequer, se já somos fumadores – esta é uma questão que vamos abordar melhor num próximo artigo.

Voltando a Neuchatel, pudemos ouvir Tommaso Di Giovani (na foto de destaque, em cima), director global de comunicação da PMI, a dizer que a tecnologia muda a vida das pessoas e a fazer uma analogia curiosa: «Tal como o frigorífico ajudou a preservar alimentos, o que fez acabar com algumas doenças relacionadas com o consumo de alimentos estragados, também aqui estamos a assistir a uma inovação que pode erradicar doenças».

É sabido que o tabaco convencional tem centenas de substâncias que podem causar o cancro, malformações e outras doenças, mas a pergunta é: porque é que a tecnologia não chegou mais cedo a este mercado?

«Isso não aconteceu porque a ciência e a tecnologia que permitiu criar a alternativa não estavam disponíveis. Em cem anos, nada mudou, desde que a PMI começou a fazer cigarros, em 1880», disse Di Giovani.

Mas agora a situação mudou: «Temos 400 engenheiros e cientistas que conseguiram fazer isso. Investimos seis mil milhões de euros e temos a ambição, o sonho, que um dia o tabaco convencional seja totalmente substituído por sistemas alternativos, como o IQOS».

Uma mudança que também tem de ser feita é a da clássica abordagem ‘Quit or Die’ com a qual a PMI não está de acordo: «Temos de dar um passo em frente e também apresentar alternativas para quem não consegue deixar de consumir tabaco». Contudo, o director global de comunicação da PMI lembra que os Heet Sticks «não são risk-free e são viciantes, pois continuam a incluir nicotina».

IQOS Technovation Ignacio

Mas aqui está uma das garantias da PMI, dada por Ignacio Gonzalez (em cima), cientista da empresa: «A nicotina não é causa principal de risco, mas sim a a combustão e o fumo produzido por um cigarro convencional». Este responsável falou em «mais de 340 papers científicos que comprovam a redução substancial de substâncias nocivas» no IQOS, o que faz com que a marca fale numa redução de 95% do risco associado ao tabaco convencional.

Aliás, esta situação é comprovada, segundo Ignacio Gonzalez, por vários organismos independentes de saúde: a FDA, que recentemente autorizou a comercialização do IQOS nos EUA, chegou à conclusão de que há uma redução de dezoito químicos nocivos nos Heet Sticks; a Health Canada vai mais longe e não encontra 44 destas substâncias.

O mesmo responsável apresentou ainda gráficos de testes feitos a pacientes que deixaram de fumar completamente e de quem passou de tabaco convencional para IQOS, que apresentaram valores de redução de substâncias nocivas muito próximas: «Os níveis de monóxido de carbono, benzeno, acroleína e butadieno baixaram significativamente nos dois grupos».

Na conferência Technovation foi ainda mostrado aquele que é o maior caso de estudo da PMI e que mostra o sucesso do IOQS: o Japão, onde 98% dos fumadores tradicionais passaram a consumir Heat Sticks e onde 75% deixou em definitivo o tabaco tradicional – isto acontece porque, segundo a marca, há quem fume tabaco convencional e use IQOS ao mesmo tempo, ou seja, não conseguir fazer a transição total

A nível mundial, a PMI diz que já são cerca de 7,3 milhões os fumadores fizeram a transição para IOQS, uma valor que deve aumentar ainda mais nos próximos tempos, uma vez que a marca foi autorizada recentemente a vender, como já dissemos, os seus produtos nos EUA.

E o que ficou desta viagem e da participação nesta conferência (onde só faltou o contraditório necessário em questões deste tipo, uma vez que todas as apresentações foram feitas por responsáveis da PMI)?

IQOS Technovation Demo

Três ideias fortes: a PMI está, pelo que nos pareceu, mesmo empenhada em fazer com que as pessoas deixem de fumar tabaco convencional e que deixem mesmo de fumar qualquer tipo de tabaco. Mas, não deixando, a PMI diz que tem um produto «atractivo aos fumadores», que fornece a mesma quantidade de nicotina, mas com a tal garantia da redução de tóxicos em 95%.

Depois, é também visível o esforço em passar para os clientes e para o publico em geral de transparência sobre análises científicas e de como é que produz esta novo tabaco aquecido. Aliás, os ingredientes estão todos descritos aqui.

Finalmente, o objectivo de acabar, até 2025, com o tabaco convencional e a passagem para a comercialização exclusiva dos chamados produtos de risco reduzido (PRP). Esta é, contudo, aquela que nos parece mais complicada de concretizar, não só por questões comerciais como de educação do próprio público.

Em breve vamos voltar ao assunto IQOS, com um artigo de experiência sobre o consumo deste produto de tabaco aquecido, onde nos vamos debruçar mais sobre a máquina em si, o acesso à mesma e vários testemunhos de antes e depois de alguns fumadores que fizeram a transição.

Até lá pode recordar dois artigos sobre a IQOS que já escrevemos aqui no TRENDY:

IQOS 3 e IQOS 3 Multi já chegaram a Portugal: unboxing e primeiras impressões (vídeo)
Dicas de um utilizador IQOS para cuidar do seu dispositivo

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