Laiq New York

Review: Laiq New York

por • 30 Dezembro, 2015 • Estrelas TRENDY ⭐️, High-TechComentários fechados em Review: Laiq New York1766

É sempre bom ver marcas portuguesas a tentar desbravar caminho no sector das tecnologias. Mas…

Todos os meses recebo vários e-mails (no endereço da PCGuia) de start-ups nacionais que criaram um jogo ou uma app para smartphones e isso dá para ver que nem só de negócios tradicionais vive o novo tecido empresarial português.

Foi assim que recebi com enorme expectativa o anúncio do lançamento de um novo smartphone português. E então comecei a sonhar com o design e a identidade da marca: tinha de transpirar portugalidade e, quem sabe, inspirar-se nos descobrimentos, o grande empreendimento nacional que, como toda a gente diz, «deu novos mundos ao mundo».

Além disso, uma das primeiras coisas que me vieram à cabeça foi a imagem icónica dos nossos azulejos: estava a ver estes smartphones com uma traseira ou um logo com apontamentos deste tipo de artesanato, não me perguntem por quê.

É claro que nada disto se tornou realidade no dia em que a empresa decidiu mostrar os seus smartphones: o nome escolhido pela marca foi Laiq (uma transposição para a escrita do som da palavra inglesa ‘like’) e os terminais receberam, por exemplo, as designações Dubai e New York.

É claro que nada obriga que uma empresa nacional chame Bartolomeu ou Vasco da Gama a uns telemóveis, mas lá que ficava bonito, ficava. Restava, então, que o desempenho destes terminais ajudassem a atenuar esta desilusãozinha.

Por 149 euros nunca se poderia esperar uma potência tecnológica, nem foi isso que aconteceu: o Laiq New York fica, assim, entre os piores smartphones Android que experimentei nos últimos tempos. Vir com um processador que tem 1,3 GHz e apenas 1 GB de memória tem os seus efeitos…

Às coisas menos boas do New York junta-se ainda o sistema operativo (Kit Kat, quase duas gerações atrás do mais recente – no entanto os responsáveis garantem a actualização para o Lolipop) e o design, completamente banal e desinteressante.

O ecrã de 5 polegadas, apesar de ter apenas uma resolução de 1280×720 píxeis, não fere os olhos e está de acordo com os apresentados por smartphones na mesma categoria de preços. Este é, sem dúvida um dos seus pontos fortes, tal como o facto de ser Dual-SIM e de permitir a inclusão de um cartão microSD até 32 GB.

No geral, e se não ligarmos à ciência dos resultados técnicos, o Laiq não desilude durante a utilização, acabando por ser uma opção equilibrada sobretudo no que respeita qualidade de ecrã e da máquina fotográfica. Mas não deixa de saber a pouco.

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