Leiria Road Trip

Road Trip: Leiria, Íbis e Captur

por • 2 Janeiro, 2015 • Trendy Road TripsComentários fechados em Road Trip: Leiria, Íbis e Captur2662

Estivemos na Cidade de Lis a convite dos Hotéis Ibis, para conhecer o hotel e a cidade. A viagem foi feita a bordo de um polivalente Renault Captur!

Uma cidade, um hotel e um automóvel. Esta é a base das nossas viagens TRENDY, roadtrips em solo nacional, onde o convidamos a conhecer Portugal à nossa boleia. Desta vez, vamos até Leiria, cidade conquistada aos mouros pela primeira vez em 1135 pelo primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques.

Depois de algumas batalhas, devido a duas reconquistas pelos mouros, foi em 1142 que o mesmo rei a tomou de vez para o Reino de Portugal e lhe deu o primeiro foral. Este acto foi decisivo para a colonização daquela que é hoje conhecida como a região centro do País.

Vamos então guiá-lo por sugestões de visita na cidade e um restaurante. Falamos-lhe ainda da nossa estada no Hotel Ibis e do comportamento do automóvel sugerido pela Renault para esta viagem.
Instantâneos de Leiria


Instantâneos de Leiria


10 CURIOSIDADES SOBRE LEIRIA


1 – A bacia hidrográfica do Lis é das zonas com maior densidade de achados arqueológicos em Portugal;
2 – Na época de ocupação romana, a cidade tinha o nome de Colipo;
3 – A igreja mais antiga, de São Pedro, foi construída em estilo românico no séc. XII;
4 – As primeiras cortes de Leiria foram realizadas em 1254;
5 – A madeira do Pinhal de Leiria foi mesmo usada para construir os barcos usados nos Descobrimentos – isto não é uma lenda;
6 – Em Leiria há um moinho para fazer papel que funciona a água. Foi construído em 1411 e hoje é um museu;
7 – O rei D. Manuel I elevou Leiria a cidade em 1545;
8 – Leiria atravessou um período negro durante as invasões francesas: foi duramente castigada com ataques em 1808 e teve um grande incêndio em 1811, provocado pelos gauleses que retiravam de Lisboa;
9 – Foi em Leiria que Eça de Queirós escreveu O Crime do Padre Amaro;
10 – A gastronomia típica inclui a Morcela de Arroz, os negritos, as lentriscas, a chanfana e o doce Brisas do Lis.


CASTELO DE LEIRIA

Ir a Leiria e não visitar o seu castelo altaneiro é como ir a Roma e não ver o Papa. A frase está mais que gasta, mas é impossível não recorrer a esta comparação para reforçar a importância que o Castelo tem na cidade. Uma sugestão: não leve o carro além das muralhas da cidade velha; estacione na baixa e faça-se ao caminho até à Sé de Leiria, subindo depois a escadaria e as sucessivas rampas que dão até à entrada da fortaleza que data do reinado de D. Afonso Henriques (séc. XII). Castelo de Leiria Muralhas Castelo de Leiria Arco

Depois de sucessivos alargamentos e recuperações, onde se destaca o trabalho feito pelo arquitecto Ernesto Korrodi nos anos 1920 e 1930, o Castelo de Leiria ganhou alma nova e tornou-se num dos mais belos e mais bem conservados em Portugal.

Lá está a Igreja de Santa Maria da Pena, de estilo gótico e sem tecto, mas com pormenores de relevo, a torre de menagem que se eleva a 17 metros e que permite ter uma vista desafogada sobre a região de Leiria e, claro, as famosas janelas do Paço com as arcadas góticas que são a imagem de marca deste monumento. Aproveite ainda para visitar as exposições permanentes de arqueologia no edifício principal e de artilharia medieval na Torre de Menagem.

Se for mais aventureiro, arrisque-se a descobrir partes mais escondidas do monumento, como a área onde a vegetação engole as ruínas nas traseiras da Igreja da Pena. Pode ser que consiga descobrir a passagem secreta que os leirienses garantem que existe e que liga o Castelo a uma igreja no lado oposto da Cidade do Lis.

A outra grande atracção tem que ver com a riqueza arquitectónica. Podemos ver o românico, o gótico e até mesmo alguns toques de modernismo, estes últimos promovidos por Korrodi já no séc. XX.
Preço da entrada: 2 euros


PARQUE DA CIDADE

Apesar de o Lis não ter grande interesse do ponto de vista turístico (é uma corrente de água baixa que corre entre muros de cimento, há outros locais de interesse para conhecer ao longo do rio que banha esta cidade do centro de Portugal.

Um deles é o Museu Moinho do Papel, uma azenha que aproveita as águas do Lis para produzir, lá está, papel, mas também para processar cereais e azeite. No fundo, este espaço serve para mostrar o património industrial e tradicional de Leiria, para que as novas gerações conheçam as actividades económicas que fizeram crescer a cidade.Parque Lis Parque Lis

A outra atracção é o Parque da Cidade, que se estende ao longo do rio e que começa na baixa de Leiria. Durante o Outono a Natureza é especialmente generosa e deixa tudo em vários tons de castanho, como as folhas dos ciprestes a forrar o relvado. No meio desta tonalidade de cores, há uma árvore especial: as folhas são vermelho vivo; o que a torna num oásis e num ex-líbris do passeio que acompanha o percurso do Lis.

Excelente para um passeio de Inverno, com a chuva a cair miudinha (ou para os que não dispensam exercício físico), o parque esconde uma pequena pérola na margem esquerda, no local mais afastado do centro: um avião Douglas C-47 restaurado (já viu piores dias) da Força Aérea Portuguesa que vai agradar aos mais saudosistas e também às crianças, que também têm um parque ali ao lado.

Uma boa forma de começar a visitar o Parque é pelo Posto de Turismo, onde pode recolher mapas, guias e folhetos sobre as actividades culturais da cidade.


MATA BICHO – REAL TAVERNA

Quando vamos conhecer uma nova cidade, a principal preocupação é saber onde é que se come bem. Há sempre os típicos restaurantes como o ‘O Lavrador’ ou o ‘O Poço’, onde a gastronomia local é servida num ambiente de restaurante dos anos 90, com formalismos a mais.

Em Leiria é muito fácil encontrar um bom restaurante para comer, sobretudo se evitarmos a comida de plástico do shopping e nos ficarmos pela baixa. Costuma-se dizer que todos os caminhos vão dar a Roma, mas na zona ‘in’ de Leiria, por entre ruas e vielas, todas vão dar à Praça Rodrigues Lobo, uma espécie de Praça do Comércio lá do sítio, mas como se tivesse sido feita a pensar nos liliputianos.

E é aqui, nos dos cantos que demos com o Mata Bicho, uma taverna toda decorada com objectos kitsch, desde o quadro do menino da lágrima, à louça de Bordallo Pinheiro. Em mesas vintage, mas muito bem enquadradas, as moelas, os cogumelos salteados, os pimentos padron ou as pataniscas de bacalhau vão desfilando pelo balcão. Mata Bicho Mata Bicho


Depois de bem preparado, o estômago recebe ainda secretos de porco preto com batatas rústicas ou um delicioso bacalhau na broa. Um sítio onde a fome se junta à vontade de comer para ficar desde o almoço até ao jantar, com serviço rápido, simpático e atencioso. O Mata Bicho é um bom exemplo de como se pode pegar em clássicos da gastronomia portuguesa e salpicá-los com um pouco de originalidade, sem que seja um atentado à carteira, como acontece em Lisboa.

A boa selecção de vinhos, com uma carta extensa de propostas do Douro, Dão e Alentejo (tintos), é um dos outros trunfos deste Mata Bicho onde não faltam espumantes, champanhes, verdes e um excelente Sauvignon Blanc da Nova Zelândia, o Conceito.
Preço médio por pessoa: 20 euros


ESPAÇO EÇA

Uma verdadeira pérola no centro histórico de Leiria. Com uma decoração toda ela inspirada em motivos vintage, o Espaço Eça tem duas salas onde a literatura se mistura com a gastronomia para nos dar um ambiente cultural chic.

A estrela deste wine bar é o pastel de nata de bacalhau, uma iguaria que vicia quase tanto como os Pastéis de Belém. O mínimo é de dois por cada pessoa, com uma cerveja belga a acompanhar o repasto. Espaço Eça Leiria Espaço Eça Leiria

As tostas também têm aqui um lugar de destaque e há opções vegetarianas, para quem quer fugir ao menu habitual das de presunto ou de frango. Em relação às bebidas, o Espaço Eça tem uma carta de vinhos generosa, com possibilidade de escolher vinho tinto e branco a copo, a partir de dois euros.

Como já dissemos, além da gastronomia, o Espaço Eça é um local de cultura. A sala do fundo é uma pequena biblioteca com cinco mesas e mais de cem livros onde podemos ler obras de Eça de Queirós ou de outros autores nacionais.

Por ser um espaço cultural e gastronómico, o local é palco de vários workshops de literatura e de escrita criativa e provas de degustação.
Preço médio por pessoa: 15 euros


PÃO DO MARQUÊS

Por trás do Teatro José Lúcio da Silva fica o Pão do Marquês, a pastelaria que deve visitar em Leiria para comprar o doce tradicional: as Brisas do Lis, feitas com muitos ovos (dá para perceber pela cor) açúcar e amêndoa.Pão do MarquêsAs Brisas Do Lis eram uma especialidade do Café Colonial, que entretanto fechou. O doce foi exportado para o Brasil no séc. XIX e deu origem ao Quindim, um doce semelhante que leva côco na base, em vez da amêndoa das Brisas.
Preço: 1,20 euros


IBIS LEIRIA

Não fica no centro da cidade, mas é uma excelente oportunidade para deixar o carro estacionado durante o dia e dar corda aos sapatos para visitar Leiria a pé. São apenas 2,5 km de um passeio agradável, com grande parte a fazer-se junto ao Lis e com oportunidade de passar por pontos de interesse da cidade como o Museu Moinho do Papel, a Capela de Nossa Senhora da Encarnação e o Convento de Santo Agostinho.

O Hotel Ibis de Leiria recebe a insígnia vermelha e tem 56 quartos, todos com ar-condicionado, televisão com serviço Meo e uma espaçosa casa de banho, onde existe a política de reutilizar as toalhas que tão bem conhecemos destas unidades hoteleiras do Grupo Accor.

Ibis Leiria

No quarto é impossível não falar da Sweet Bed e das almofadas Ibis, que têm uma comodidade difícil de encontrar em hotéis de cinco estrelas. De facto, a marca acertou em cheio ao proporcionar aos clientes o máximo conforto durante a estada – a Sweet Bed é um excelente local para relaxar depois de uma caminhada por Leiria e dormir sem hora para acordar.

Ok, até pelo menos às 11:30, porque o serviço de pequeno-almoço termina ao 12:00, algo que nunca vi em outro hotel. Normalmente as regras são muito rígidas: só das 7 às 10! Mas no Ibis não – é possível desfrutar do quarto e das suas comodidades antes de descer para tomar um bom pequeno-almoço, onde não faltam as frutas, os iogurtes e vários tipos de pão, para responder ao gostos dos hóspedes.

Há muito por onde escolher e tomar um bom pequeno almoço, quer a preferência passe pelo tradicional café com leite com uma torrada ou os cereais com iogurte ou leite. Com um serviço atencioso e muito disponível, o Ibis, com os seus preços a partir de 34 euros, é um excelente ponto de partida para assentar bagagens e partir à descoberta da Cidade do Lis.
Preço por noite: 35 euros


RENAULT CAPTUR

O carro escolhido para esta road trip a Leiria, a convite dos Hotéis Íbis foi o versátil Renault Captur. Já tínhamos conduzido o pequeno crossover da marca francesa antes do Verão, e nesta viagem reforçámos a nossa ideia sobre o automóvel.Renault Captur Renault Captur

Além dos baixos consumos (média de 5,1l/100), actualmente, o Captur é dos automóveis com mais estilo do mercado, com uma aparência muito sólida e que tanto desliza pelas ruas da cidade (as de Leiria, mais estreitas que em Lisboa); e que em autoestrada voa com o cruise-control ligado.

O conforto do interior está também num bom nível, com uma boa posição de condução, embora o ideal tivesse sido optar por um volante um pouco menor. Fora isso, é bom olhar os outros carros de cima, já que a impressão é de estarmos num SUV de uma gama mais alta.

Além de um agradável ambiente, proporcionado pelo bom acabamento da Renault e pelos estofos agradáveis ao toque. E não se esqueça: estes estofos podem ser retirados e lavados.

A versão cedida pela Renault foi uma Exclusive (entrada de gama) em branco marfim, mas com um pack de personalização Striping Losange que deu ao crossover um tejadilho preto e umas faixas em branco feitas com pequenos losangos.

O Captur foi, sem dúvida, uma das belas surpresas do ano em termos de automóveis. O TRENDY testou duas versões e ainda vai fazer o “hat-trick”, pois está na calha o ensaio à versão mais aventureira Helly Hansen. Renault Captur É um automóvel seguro, muito estável, suave de conduzir, ágil e que tem um comportamento exemplar em cidade (devido às suas dimensões) e em autoestrada. É diferente dos monos cinzentos de que tanta a gente gosta e tem recursos tecnológicos a bordo que completam a experiência de condução, como o sistema de navegação e o de entretenimento, ao qual pode ligar um smartphone via Bluetooth.
Preço: 22 650 euros

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