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Crítica: Star Wars Rogue One

por • 19 Dezembro, 2016 • Estrelas TRENDY ⭐️Comentários fechados em Crítica: Star Wars Rogue One312 •

Argumento: 90%

Realização: 90%

Casting: 80%

Banda Sonora: 70%

Fotografia: 90%

De tirar o fôlego, são as filmagens "descaradamente" preparadas para serem absorvidas em IMAX e em óculos 3D. Agarre-se bem à cadeira quando começar a ver naves a levantar voo e batalhas com X-Wings e TIE-Fighters, porque a acção é imersiva e frenética: são 10,50 euros muito bem gastos.

Resumo:

O rolo compressor de filmes Disney começou a carburar: esta máquina de fazer dinheiro lançou Star Wars Rogue One, para gáudio dos fãs. E dos accionistas da empresa.

O filão de filmes Star Wars, que agora está sob alçada da Disney, veio para ficar. Até, pelo menos, 2020 vai haver “festa” todos os anos, entre a cronologia principal (até ao episódio IX) e as histórias paralelas.

Foi o primeiro filme desta sequência que acabou de estrear em Portugal – Rogue One, Uma História Star Wars. Daqui a dois anos, será a vez do filme dedicado a Han Solo e, em 2020, deverá sair o que vai ter Boba Fett como protagonista.

Mas, para já, o que nos interessa é a história da equipa de rebeldes que ataca uma base do império em Scarif, o novo planeta tropical da saga Star Wars. A protagonista é Jyn Erso, filha de um engenheiro Imperial que ajudou a conceber a Estrela da Morte.

Com lugar na cronologia Star Wars entre o episódio III (Revenge of the Sith) e o IV (A New Hope), Rogue One parece encaixar como uma luva na saga. A história é fácil de acompanhar, mas obriga a que haja um conhecimento mínimo da história da trilogia original (IV, V e VI) de Star Wars para que muitas coisas não nos passem ao lado.

O filme está salpicado, na dose certa, com referências aos filmes realizados por George Lucas entre 1977 e 1983 e vai ser muito interessante (e, em alguns casos, épico) identificar todos os easter eggs em Rogue One.

Este é mesmo um daqueles filmes que os fãs mais acérrimos vão ter de ir ver duas ou três vezes para absorverem todos os detalhes, algo que não acontecia no filme do ano passado, The Force Awakens.

Em relação a este, e sem termos em conta ordens cronológicas, Rogue One é mais “filme” Star Wars, muito por culpa dos elementos que recupera da trilogia original, como as personagens, os veículos, as localizações e algumas aparições surpreendentes de figuras histórias que ficam apenas para quem for ver o filme.

O protagonista, curiosamente, volta a ser uma figura feminina e, ao contrário de Rey, é uma personagem sem segredos, cuja história é contada desde o princípio. Contudo, isso é facilmente explicado: enquanto os segredos de Rey têm de render ao longo dos próximos dois filmes, Jyn Erso é uma heroína stand-alone, com um papel muito bem definido em Rogue One.

Rogue One: A Star Wars Story

Com um desempenho dramático em que se nota que os acontecimentos passados a influenciaram enquanto pessoa, Felicity Jones tem momentos altos e baixos ao longo do filme – de forma geral, a sua personagem não tem um carisma muito acentuado, nem foi isso que os produtores quiseram. Quando vir o filme vai perceber porquê.

Com momentos altos que vão fazer pele de galinha aos verdadeiros fãs, Rogue One é um excelente filme para esta época do ano e uma verdadeiro “eucaplito” cinematográfico, uma vez que o box office promete secar as outras estreias que chegam às salas em época de Natal.

A história (apesar de poder desagradar aos fãs hardcore, devido ao reboot feito pela Disney a todo o lore de comics e outras incursões) é sólida e está bem contada. Os eventos sucedem-se de forma muito natural, embora haja um ou outro algo forçados, feitos de propósito para fazer avançar o plot sem que haja uma razão justificada e declarada para isso.

De tirar o fôlego, são as filmagens “descaradamente” preparadas para serem “absorvidas” em IMAX e em óculos 3D. Agarre-se bem à cadeira quando começar a ver naves a levantar voo e batalhas com X-Wings e TIE-Fighters, porque a acção é imersiva e frenética: são 10,50 euros muito bem gastos.

Em sentido oposto, está a banda sonora que não tem aquela faixa capaz de nos ficar na cabeça, como é foi tão fácil acontecer com a Marcha Imperial ou com a versão criada para The Force Awakens.

Aqui, é preciso lembrar que este é o primeiro filme Star Wars que não tem banda sonora composta por John Williams – a música ficou a cargo de outro “peso-pesado” de Hollywood: Michael Giacchino (Up, Star Trek, Jurassic World).

Todavia, há momentos em que as versões clássicas se fazem ouvir, sobretudo quando acontecem coisas… muito especiais no filme.

O desempenho do cast não compromete e o acting é bastante competente, num guião onde os apontamentos de humor parecem ter sido feitos com precisão de ourives. Aqui, o destaque vai para o novo robô criado para ajudar os rebeldes, que vai colocar vários sorrisos na cara dos fãs, seja pelas piadas novas, seja por aquelas que já ouvimos em qualquer lado… if you know what I mean.

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