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É oficial: os portugueses são viciados em tecnologia e compras pela Net!

por • 12 Outubro, 2016 • Marketing e Negócios 💰Comentários fechados em É oficial: os portugueses são viciados em tecnologia e compras pela Net!297

Segundo um estudo da consultora Nielsen, 96% dos portugueses têm smartphone ou tablet e Portugal é um dos três países da UE onde os consumidores mais compram estes dispositivos.

Estes são dados do Mobile Shopping, Banking and Payment Survey, um estudo que mostra o “amor” que os portugueses têm pelas novas tecnologias e dispositivos móveis: «69% valorizam a liberdade de estarem contactáveis a qualquer momento e em qualquer lugar e 65% dizem que os dispositivos móveis vieram melhorar a sua qualidade de vida».

No entanto, há algum bom-senso neste estudo, uma espécie de autocrítica: 69% dos inquiridos admitem que as «relações pessoais estão a ser substituídas por relações electrónicas» e 67% sentem-se «sobrecarregados de informação» 67%). O estudo da Nielsen mostra ainda que as a maioria das pessoas ainda valorizam os momentos em que não estão ligados à Internet: 55%.

Mas além das redes sociais, onde qualquer um de nós tem uma conta, há outra coisa que os portugueses adoram fazer na Internet: compras, sobretudo através de apps para smartphones: esta é uma opção de 70% dos portugueses que participaram no estudo.

«Entre os portugueses que optam por fazer compras online, mais de metade dizem utilizar os dispositivos móveis para procurar informação sobre um produto ou para comparar preços durante a compra», é uma das conclusões da Nielsen.

As operações bancárias pela Web, através de smartphones, também acabam por fazer parte da preferência da maioria dos portugueses, já que 77% admitem vir a utilizar os seus aparelhos mobile para consultas e 68% para fazer pagamentos – estes são «resultados superiores aos da média europeia».

E como as operações bancárias pela Internet exigem sempre segurança, esta é uma das grandes preocupações identificadas no estudo: «61% referem que a melhoria das medidas de segurança seriam um incentivo para que fizessem mais pagamentos através de dispositivos móveis.».

De futuro, e quando questionados sobre as tecnologias que gostariam de ver nas apps de banca online, 35% indicaram o reconhecimento facial e 25% apostaram no reconhecimento de voz.

O relatório internacional Mobile Shopping, Banking and Payment Survey foi feito com mais de trinta mil inquéritos online em 63 países, para a compreender como os dispositivos móveis estão a influenciar as compras, os serviços bancários e os pagamentos. O relatório completo custa cerca de dois mil euros e pode ser comprado aqui.

Algumas das conclusões deste estudo da Nielsen parecem ser validadas pelo inquérito Digital Payments 2016 da Visa, que foi apresentado hoje. Neste, é possível ver que o mobile banking está em ascensão em todos os grupos etários inquiridos.

«Pela primeira vez, mais de metade dos entrevistados europeus, em todas as faixas etárias, utilizam este tipo de serviços», diz a Visa. Aqui, os millennials (grupo de pessoas que nasceram no princípio dos anos 80 e 90) continuam como a categoria que mais utiliza estes serviços: 68%.

Mas, e de forma surpreendente, a maior taxa de crescimento encontra-se na faixa etária dos 55-64 anos, com 33%. A utilização do mobile banking é, segundo a Visa, uma forma de as pessoas manterem «controlo dos seus gastos e das suas responsabilidades financeiras». A percentagem dos inquiridos que afirma verificar de forma regular o seu saldo online ou através de uma aplicação bancária é de 41%.

«Na Europa, testemunhámos recentemente o lançamento do Apple Pay no Reino Unido, França e Suíça. O Samsung Pay foi lançado em Espanha e o Android Pay no Reino Unido. Também temos assistido a uma nova era de pagamentos wearable: smartwatches, pulseiras e até mesmo roupas», lembra Sérgio Botelho, country manager da Visa em Portugal.

O mesmo responsável acredita que esta é uma «tendência que irá continuar a acelerar», permitindo aos consumidores «escolher o dispositivo ligado à Web que se encaixa com o seu estilo de vida».

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